Escrito por Jerônimo Jardim às 07h36
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CAÇA AOS FUMANTES
Paulo Santana tem razão.
Não estão a caçar o cigarro. A presa visada é o fumante. Estivesse a perseguição voltada contra o tabaco, determinariam a interdição da indústria e do comércio.
Concordo com a proibição de fumar em locais públicos fechados. Ainda não descobriram como impedir a devolução de resíduo tóxico pelo fumante ao ambiente. Mas é uma grande besteira proibir que alguém fume ao volante, como corre que pretendem legislar, ao argumento de que o condutor fumante pode se distrair. Eu até seria a favor da proibição caso dados estatísticos, seriamente coletados, revelassem que a brasa caída ao colo do motorista ou o ato de bater a cinza no cinzeiro estivesse a causar grande número de acidentes. Aliás, pensando bem, o fundamento da distração deveria abranger o ato de conversar, se coçar e ouvir música.
Também estaria plenamente justificado o direito de proibir, não somente o ato de fumar em qualquer lugar, inclusive na rua, mas a fabricação, plantio e industrialização de cigarros caso fosse devidamente comprovado que a arrecadação de impostos não compensa os prejuízos com hospitalizações e tratamentos com recursos do Sistema Único de Saúde. O interesse público se imporia contra o interesse individual. Tomada as impositivas providências, os órgãos competentes que descobrissem depois como compensar a atividade econômica arruinada, como recolocar a mão-de-obra, como combater o tráfico ilegal.
Enquanto não procedidas as necessárias pesquisas os abstêmios que se moderem nos palpites e os legisladores oportunistas que tratem de coibir coisas mais importantes como o desvio de verbas públicas para os cofres de seus pares podres.
Escrito por Jerônimo Jardim às 07h33
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