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FÉ INCONDICIONAL
Fico perplexo e admirado com a Fé incondicional dos crentes. O jogador de futebol, atingido por um raio, havendo milhares de pessoas presentes no estádio, sem questionar a razão de ter sido alvo do fenômeno natural (?), agradeceu a Deus o fato de ter sobrevivido sem sequelas à fatalidade (sequelas mesmo, sem trema, pois estou escrevendo pela Nova Gramática publicada em fascículos na ISTO É).
Escrito por Jerônimo Jardim às 17h21
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7.000 VISITAS
Gracias mil.
Escrito por Jerônimo Jardim às 04h45
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TENISON RAMOS
Ligaram-me para comunicar o falecimento de um de nossos maiores músicos populares, o Tenison, meu companheiro do Grupo Pentagrama. Deixou como último trabalho a execução limpa de seu contrabaixo e a assinatura dos arranjos no recente CD da Yoli. Atuou em shows com grandes artistas nacionais. Participou dos meus primeiros discos. Tocou e escreveu os arranjos do meu CD "Quando a Noite vem". A fisionomia, quase sempre sisuda, que lhe deu o apelido de "Zangado" entre os músicos, ocultava grande coração. Há poucos dias me ligara preocupado com a minha doença. A pneumonia que o acometeu foi fulminante para seus frágeis pulmões. Sorte nossa que deixou registros de sua arte. Segundo informação recebida, o velório é na Capela "L" do Cemitério São Miguel e Almas. O sepultamento está marcado para as 16 horas. Vou lá sentir de perto essa perda; deixar fluir a minha dor.
Escrito por Jerônimo Jardim às 07h11
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ESTADISTA, CARISMÁTICO, COMPETENTE E SORTUDO
Apesar das fobias capitalistas iniciais, das escandalosas compras de votos com dinheiro mal havido para aprovar programas governamentais, só mesmo por vã implicância os mais convictos opositores do popular e mal-falante líder político de apelido Lula não reconhecem que ele assegurou a inscrição de seu nome na História como o mais carismático, mais competente e mais sortudo estadista do Brasil. Superou Vargas por não ter sido ditador, não ter saído da vida para entrar na História; e principalmente porque, em seu governo, o Brasil equilibrou a economia; superou em reservas a dívida externa; incentivou prospecções da estatal bem-sucedida (o que já é um feito!) até a descoberta de reservas imensas da valiosa energia suja que coloca o País entre seus maiores detentores; incrementou investimento na herdada produção de energia limpa, ora requisitada como melhor opção para a salvação da Terra; e, agora, para coroamento de seus mandatos, depois das esmolas oficiais (bolsa-família, etc.), com dinheiro em caixa, no plano interno, investe em problemas sociais de raiz, o que poderá esvaziar definitivamente, quando espraiadas as ações para outras periferias de miséria, as razões que levam parte considerável dos pobres ao crime. Discordo da implantação do sistema de cotas para ingresso nas universidades por crer que tal excesso de zelo acirra diferenças e fomenta o racismo em vez de minimizá-lo, quando o correto, no meu entender, seria a distribuição equitativa de chances futuras à concentração de esforços no aprimoramento do ensino básico e do ensino médio, profissionalizante e em horário integral. Discordo de diversas ações relativas ao enfrentamento do contrabando, proteção da Amazônia, tráfico de drogas e pirataria. Defendo atribuição às Forças Armadas. Discordo também de outros feitos. Mas me rendo ao reconhecimento de que já vivemos no País do futuro. Não esqueço de destacar a respeitabilidade conquistada pelo Brasil no plano internacional. Aquele que não falava "ingleiz", que detestava os colonizadores americanos, na língua antes ignorada, já tatibitateia "tête a tête" com o amigo "Buchi" questões ligadas à economia mundial e aos destinos da humanidade. E quando contradiz oposições passadas pelo que faz agora, galhofeiramente, declara em sua defesa ser uma "metamorfose ambulante", parafraseando letra de Paulo Coelho em música de Raul Seixas. Assim é.
Escrito por Jerônimo Jardim às 05h12
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CRIME OU PECADO
(LEIAM ANTES O TEXTO ANTERIOR)
Seja intervindo na ordem natural evolucionista (de Darwin), seja intervindo na ordem natural da criação (da Bíblia), estará a ciência no exercício de faculdades outorgadas (pela natureza ou por Deus) ao investigar meios de cura advindos da pesquisa com embriões congelados e condenados ao descarte. Se para salvar vidas a Ciência não propõe eliminar outras dotadas de anima (por sopro natural ou divino), onde a afronta à moral, onde o pecado? Crime hediondo ou pecado mortal (portanto, perante a ordem humana, natural ou divina), será condenar à morte (ou ao inferno em vida) aqueles que sofrem. Não devemos esquecer que na fila dos carentes de células-tronco para viver, um dia poderão estar nossos filhos, nossos parentes, nossos amigos; nós próprios. Não são coerentes, desculpados em princípios religiosos, aqueles que condenam as pesquisas com embriões que sequer têm cérebro formado para acolher uma alma. As religiões se sustentam de milagres (que subvertem a ordem natural, portanto!). Conta a Bíblia que Jesus convenceu contemporâneos de sua condição divina ao multiplicar pães, levantar paraplégicos, levitar sobre as águas. Santos carecem da prova de milagres para a canonização. Pastores enchem Igrejas dando voz aos mudos, visão aos cegos, saúde aos desenganados. Não vamos impedir essa que promete ser a mais miraculosa das conquistas científicas. Não neguemos a construção de nosso paraíso em vida.
Escrito por Jerônimo Jardim às 07h22
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