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AMIGA

Achei um disco antigo, gravado por um amigo, no Rio. Contém uma canção que fiz no dia da morte da Elis. Pena que não consiga transmitir a gravação pelo blogue. O arranjo do Gilson Peranzetta e a interpretação do Flávio Sales deram brilho especial e colocaram em boa medida a minha emoção de autor. Transcrevo a letra.

AMIGA

(Jerônimo Jardim)

 

FICAS NAS FOTOS, NAS CAPAS,

JORNAIS E REVISTAS

QUE EU PUDE JUNTAR.

FICAS NAS FAIXAS DOS DISCOS

PRA ME EMOCIONAR.

PRINCIPALMENTE ONDE CANTAS

QUE AMIGO É UMA COISA

PRA GENTE GUARDAR

BEM LÁ NO FUNDO DO PEITO,

ALGUM DIA A GENTE

AINDA VAI SE ENCONTRAR.

 

NA SINTONIA ONDE ANDAS

O VINHO É SAGRADO,

NÃO HÁ DE FALTAR

PRA AQUELE ASSUNTO QUE A GENTE

FICOU DE FALAR.

MAS ATÉ LÁ, MINHA AMIGA,

PERMITA QUE EU DIGA,

NÃO VAI CONSOLAR

TÃO FACILMENTE QUEM SENTE

AS NOVAS CANÇÕES

QUE NÃO PODES CANTAR.

 

  



Escrito por Jerônimo Jardim às 06h04
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MANDATO VINCULADO

Decisão acertada a que considera pertencente ao partido político o mandato de deputado. Não poderia ser de outra forma. Quantos se elegem com o voto de dezenas de não-eleitos? Sem esses votos não iriam até os legislativos para trocar de partido (de ideologia até, a tivessem inequívocas os partidos!). Todos os mandatos para legislativos precisam seguir essa regra, a se manter o sistema eletivo por legendas. Caso contrário, nós, eleitores, sempre estaremos sendo ludibriados em nossas intenções de voto.

Escrito por Jerônimo Jardim às 05h31
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RECONHECIMENTO

Nunca saberemos porque lutamos tanto pelo reconhecimento; para ganhar a vida, por vaidade? Mas é isso que ocupa nossa existência: a luta pelo reconhecimento, para obter o respeito de nossos semelhantes. E, no fundo, no fundo mesmo, precisamos mesmo é ganhar o nosso próprio respeito e sermos reconhecidos em nossa "aldeia". Daí a razão de ter ficado tão radiante quando minha irmã, Carmem Dora, contou ao telefone das palavras de carinho sobre mim, do Gilmar, no Minuano de Bagé. Gracias, Gilmar. 

Escrito por Jerônimo Jardim às 06h37
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LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA

Quando vem à tona o tema “luta pela sobrevivência”, as primeiras lutas que nos vêm à mente são as que travamos pelo sustento, pelo equilíbrio das contas pessoais e familiares, pelo pagamento das dívidas, pela superação de nossos concorrentes; nunca aquela, silenciosa, enfrentada pelo organismo para simplesmente funcionar. Pobre coração! Tem que bater em média, normalmente, sessenta vezes por minuto; três mil e seiscentas vezes por hora; oitenta e seis mil e quatrocentas vezes por dia; um pouco menos quando dormimos; muito mais quando nos estressamos, nos assustamos, ficamos zangados. E lá vai o cara, gordo e sedentário, correr no parque nos finais de semana. E lá vai mais um cigarro. E lá vai outra dose de álcool. E lá vai outra noite de festa e abusos. É um corre-corre interno para eliminar toxinas, micro-organismos oportunistas; para não implodir. Tendemos a encarar a morte como exceção. Nada! Exceção não é voltar ao eterno já “vivido” (?) antes da concepção. Exceção é a vida, de duração delimitada até para fins de saneamento das contas previdenciárias. Nós pensamos lutar enquanto, de forma açodada, somente nos debatemos. Na verdade, vivemos a dificultar a heróica luta de nossos órgãos para alongar a frágil linha de exceção.   



Escrito por Jerônimo Jardim às 06h24
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