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TONTAS AÇÕES
Sem um projeto de médio e longo prazo, com cerco meramente temporário, não vão adiantar as ações de segurança pública adotadas no Rio de Janeiro. É o típico caso de uso do remédio equivocado. O vírus vai se retrair ou migrar para outros órgãos. As armas e as drogas ainda estarão lá, somente desativadas enquanto durar a ação. Tão logo termine, a doença voltará a se manifestar. Com mais virulência, provavelmente: demanda reprimida. É preciso que as forças armadas atuem permanentemente, até o esgotamento das energias do foco hostil. Não na fronteira do Estado mais atacado; nas divisas do País, por onde entra a mercadoria que alimenta as atividades do crime organizado. Por outro lado, se impõe uma política de emprego dessa mão-de-obra esvaziada. A perda da atividade criminosa certamente gerará uma massa de “desempregados” em raivosa busca de sustento por qualquer meio que se mostre viável. Os excluídos sociais que adotaram o crime como única alternativa “empresarial” são organizados, audazes e criativos na satisfação de suas necessidades. Talvez se devesse cogitar da instalação de unidades produtivas, industriais, nos locais onde reside essa nova massa de desocupados, ou não se chegará a resultados positivos. Nem presídios existem para “hospedar” de forma segura e digna os novos “desempregados”, juntá-los a seus comandantes!
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h17
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