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VIROU ROTINA
Hoje me submeto a novo procedimento no coração, no hospital da PUC. Até breve.
Escrito por Jerônimo Jardim às 07h00
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IGUALZITO AO PAI Como ri do meu pai no dia em que saiu da sala do médico para a sala de espera lotada do consultório. Passo firme, caminhando à minha frente, se meteu atrás da porta a procura da saída; depois, encabulado, dirigiu-se a “seu público” que também ria, dissimuladamente: “É braba essa tal de labirintite!”. Dia desses, com problema semelhante, em vez de esperar a ajuda da Clair, quando vi, entrava decidido no banheiro do consultório, certo de que era a porta de saída.
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h36
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O LUTADOR Acordei sacudindo de rir. Quem conhece o compositor Gelson Oliveira, sabe da meiguice que nele se agrega ao talento. Inimaginável a cena do meu sonho, ele entrando em cena, violão em punho, calçando luvas de boxe; eu na platéia, ansioso, tentando adivinhar como ele tocaria de luvas e o significado da atitude. Ele se acomodando no banquinho e falando, voz empostada de desafiante, que estava treinando boxe, que cantaria a primeira música à capela, dedicada ao mais machão da platéia.
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h23
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