| |
VALEU, COLORADO!
Não precisava quase nos matar do coração, jogar um segundo tempo tão mal. Mas chegou lá. É campeão!
Escrito por Jerônimo Jardim às 10h37
[ ]
[ envie esta mensagem ]
DÁ-LHE, COLORADO!
Contra o vírus do tropel paisano, temos a vacina: D'Alessandro, o melhor dos castelhanos, para o nosso bem.
Escrito por Jerônimo Jardim às 10h59
[ ]
[ envie esta mensagem ]
O CAUSO DA CATURRITA GUACHA
(Jerônimo Jardim)
Tio Lauro não era gaúcho de meias verdades. Não houve peão que duvidasse quando contou da friagem em que o fogo congelou e o diabo no inferno bateu queixo. Numa roda de chimarrão, ouvi dele esse causo da caturrita guacha. O minuano forte deitava a cabeleira dos eucaliptos. Uma caturrita, recém desovada, despencou do ninho e quebrou a asa. Tio Lauro cuidou dela com tala, leite e salmoura. Deu-lhe o nome de Mimosa. Logo constatou que era mais inteligente que o tordilho, que por pouco não falava. Em poucos dias ela aprendeu o vocabulário pátrio e o gauchesco. Aprendeu até a ler, inclusive as palavras mais difíceis do dicionário. Em um mês, recitava a tabuada. Não tardou a decorar o calendário cristão, o árabe e o chinês, folheando livros na biblioteca. Às vezes saltitava horas em círculo pelo terreiro a filosofar em voz alta "quem sou, de onde vim e para onde vou?". Xingava a cachorrada e desaforava os gatos, quando se sentia desrespeitada. Mas eis que, numa manhã chuvosa, Mimosa sumiu. Por mais que Tio Lauro chamasse, não respondia o habitual "presente". Os bichos não a tinham depenado. Bastava Tio Lauro firmar olho no olho e observar os rabos deles para obter confissão de qualquer safadeza. Consolou-se com a idéia de que a culta bichinha fora ao encontro dos parentes e que somente não se despedira para evitar súplicas e lágrimas. Como o tempo é padrinho do esquecimento, a vida retomou seu curso normal. Num dia comum de lida, Tio Lauro suava ao sol, a campo aberto, no lombo do tordilho. A um relincho de alerta ou coisa que o valha, se ajeitou nos pelegos, quebrou a aba do chapéu e olhou para cima. Miles de caturritas faziam alarido. "Um viva pro Tio Lauro!", gritou uma. "Viva!", respondeu o bando. Tio Lauro tirou o chapéu e empinou o tordilho em grata reverência. Só podia ser coisa da afetuosa e sábia Mimosa, vir cumprimentar-lhe na festiva e até por ele esquecida data de seu aniversário.
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h37
[ ]
[ envie esta mensagem ]
MURO DA MAUÁ
A tragédia catarinense nos faz pensar no Muro da Mauá. Sinceramente, acho feio como está e resiste. Não sei se conteria águas invasoras em caso de enchente. Talvez proteja o centro de Porto Alegre. Competentes engenheiros devem ter calculado o possível benefício. Imagino acirrados debates políticos. Não era pequena a despesa para os munícipes. Portanto, não acho que devamos, de forma irresponsável, baixar a marreta, derrubar a obra. Não gostaria de estar na pele do administrador que a desfizesse em nome da estética diante de aguaceiro arrasador. Os arquitetos estão aí para resolver. Que tal engajar-nos na realização de projeto urbanístico, que sei que já existe, que inclua o Muro na paisagem como atração turística, até mesmo por sua histórica finalidade?
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h34
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ ver mensagens anteriores ]
|