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PARA CLÁUDIO LINS
Fiz esta letra para o talento do compositor CLÁUDIO LINS, que assina duas lindas canções no recente CD de estréia da nossa ótima cantora RENATA ADEGAS:
TANTO MISTÉRIO
QUANDO NUM BAR ACHEI VOCÊ
CRUZAVA A NOITE POR CRUZAR,
NADA QUERIA PROCURAR,
NADA QUERIA CONHECER.
QUANDO NUM BAR ACHEI VOCÊ
E VEIO A MIM O SEU OLHAR,
SENTI MEU SANGUE CONGELAR,
E O QUE EU SABIA ME ESQUECER.
QUANDO NUM BAR ACHEI VOCÊ
EU VI MEU VERSO TROPEÇAR,
POR-SE DE QUATRO A SUPLICAR
O QUE PUDESSE RECEBER.
QUANDO NUM BAR ACHEI VOCÊ
VI QUANTO HAVIA A DECIFRAR,
NA LUZ QUE VINHA ME ACORDAR
TANTO MISTÉRIO SE ACENDER.
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h22
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PEÇAS CARIOCAS
Quem for ao Rio de Janeiro neste mês de setembro não pode perder as atuações do ator, cantor e compositor CLÁUDIO LINS, com canções dele, em “Cabaret Melinda”, no Lapa 40º; em “4 Carreirinhas”, terças e quartas-feiras, no Teatro do Leblon; e em “Gota d’Água”, de Chico Buarque e Paulo Pontes, de quintas a domingos, no Centro Cultural Veneza (antigo Cine Veneza).
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h14
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PROPAGANDA POLÍTICA
Flávio Jardim, meu filho, ontem levantou duas questões que achei pertinentes no tocante à propaganda política nas ruas: som em volume excessivo e desfiles em carro aberto. Os candidatos descumprem regras relativas ao silêncio e à segurança no trânsito. O descumprimento de normas municipais que como governantes devem observar e fazer cumprir, não os recomenda para eleição aos cargos postulados.
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h26
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ECOLÓGICOS DESÍGNIOS
Duvido que as colônias de animais microscópicos que nos atacam tenham como missão eliminar os corpos que necessitam para viver, se reproduzir e se alimentar. Ao meditar sobre pestes passadas, quem sabe a tenham de forma suicida quando os hospedeiros atuam e proliferam em níveis de ameaça ao ambiente; invadam-nos para cumprir desígnio natural. Quando a ameaça do hospedeiro é somente uma possibilidade, talvez matem o viveiro por mero acidente, ao atuar com força experimental desmesurada. Muitos dos micróbios oportunistas, inicialmente letais para o corpo invadido, tornam-se mutantes colaboradores, construtivos e necessários. Se moderarmos nossas atividades extrativas e reprodutivas, é possível que também nos tornemos animais benéficos ao meio e tenhamos os infectantes convertidos em aliados. Caso contrário, se não contivermos nossa predadora fúria desenvolvimentista, sabe-se lá se não seremos condenados ao extermínio por desconhecida infecção de propósitos ecológicos do qual somente se salvarão alguns humanos privilegiados em arca espacial de bíblica missão.
Escrito por Jerônimo Jardim às 16h27
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FINAL DE SEMANA
Até a cirurgia no olho direito, depois da recuperação da que fiz no olho esquerdo, acessarei por uns dias o blogue. Agradeço de público a acolhida do Borghettinho, que chegava de turnê pela Europa, e da namorada Ingrid, na fazenda da Barra do Ribeiro. Foi um final de semana com sol, rio, brisa mansa, para verdadeira recarga de energias em companhia de pessoas especiais, como Patinete, Greice Morelli, Denise Fontoura, Borghettão, Caco e família, mais a pequena Dora, Pedrão e Nina, estes dois já com as garras do talento de fora, o que demostravam a dedilhar violão e teclados com espontaneidade. Culinária nota dez a do Renato. O coelho ficou de comer sem limites. Valeu demais. Clair e eu ficamos muito gratos por esse carinho.
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h33
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