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RAP RAPIDINHO
PRENDE E SOLTA. PRENDE DE NOVO E SOLTA. PRENDE E SOLTA. PRENDE DE NOVO E SOLTA. SURPRESA, MANO. O ELEMENTO SUMIIIIU!
Escrito por Jerônimo Jardim às 08h27
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COLOU MAL
Lamentável a decisão do Presidente do STF, principalmente se considerarmos a noticiada manifestação, atribuída ao banqueiro solto pelo "habeas corpus" produzido em noite de vigília, de que não se preocupava com julgamentos em instâncias superiores. Algema é modelito reservado à prisão de suspeitos pobres? Camburão policial descabe para quem usa terno e gravata? Quem melhor dispõe de meios para alterar provas quando posto em liberdade no curso das investigações e do processo, o banqueiro ou o marginal? Qual deles oferece maior risco de ocultação pessoal e fuga? Quando decisões como essa emanam do Supremo, intérprete máximo da Constituição, com pesar deduzimos que a igualdade não passa de fria retórica inserta de forma ôca entre seus princípios.
Escrito por Jerônimo Jardim às 12h18
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PAPAGAIO DE PIRATA
A Ana Maria Braga leva nas costas um papagaio aliado. O Lula carrega nos ombros um papagaio inimigo. São típicos papagaios de pirata. Faturam por conta dos poleiros. O Louro, papagaio da Ana, faz graças pouco engraçadas. O Diogo, papagaio do Lula, vive de bicar a orelha presidencial. Mas com bico esterilizado. De modo algum deve infectar fatalmente a celebridade que lhe permite papagaiar na mídia bizarrices tais como sua ojeriza à música.
VERGONHA EM FALTA
Perdemos a capacidade de nos espantar quando insuspeitos cidadãos são flagrados em delito. Digerimos bíblicas lições. Quem nunca pecou, atire a primeira pedra. A carne é fraca. Muitos são os dísticos da condescendência. Sabemos o quanto é difícil sobreviver e ser competitivo; resistir às pressões que nos impõe a luta pelo pódio; desviar das pedras do caminho; manter-nos íntegros pelo estreito corredor da ética e da decência. Talvez por causa disso não ficamos mais possessos ante a desonra dos que sucumbem às tentações e, às vezes, nos apiedamos de seu papel; assumimos sua desconfortável carapuça; vestimos sua áspera pele; colocamos sua horrenda máscara; sofremos sua execração. Mas algo ainda há de espanto em nós capaz de nos deixar pasmos: a cara de pau dos respeitáveis desonrados! Voz de prisão, algemas, camburão, condenação; nada disso os impede de retornar à ativa; alardear notáveis feitos como se os feitos vergonhosos (talvez só para nós) jamais tivessem cometido. Há pouco tempo um grave pecador, publicamente desmascarado, não se permitia sair de casa; não se animava a encarar o espelho, que dirá seus semelhantes. Será que no outro lado do mundo os japoneses ainda cometem haraquiri por vergonha?
Escrito por Jerônimo Jardim às 19h53
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