| |
Cão desertor
Se alguém der de cara com um grandão vira-latas com jeito de Pointer, que se perdeu em Ipanema há três dias atrás (talvez enrabichado por alguma paixão irresistível ou desenvencilhando-se do amor sufocante de seus tutores, Patinete e Caetano), favor contatar para informação, via comentário, com este blogue. Gracias mil.
Escrito por Jerônimo Jardim às 18h19
[ ]
[ envie esta mensagem ]
DOR E DENSIDADE DEMOGRÁFICA
O homem pode ser mais corajoso do que a mulher para enfrentar perigos; mas é covarde diante da dor. Entre morte e dor, eu declinaria da vida. De onde a mulher retira maior coragem para suportar o sofrimento? Talvez do fato de, quem sabe, vir ao mundo munida de algum tipo de fluído hormonal anestésico capaz de minimizar as aflições decorrentes dos ciclos menstruais e dos partos. Mas o que tal divagação tem a ver com a explosão demográfica? Se a função do parto é fator relevante para determinar maior resistência da mulher à dor, a Natureza bem que poderia evoluir para estágio em que homem e mulher dariam a luz em alternância, encarregado o homem dos filhos de números ímpares. Logo a humanidade chegaria a espécie de atrofia numérica da prole. O temor atávico do homem, desprovido do escudo protetivo feminino, mais a sensação de dor antes não experimentada, estreitaria o gargalo da concepção. Barraria o nascimento do terceiro filho. Desaqueceria, a médio, talvez curto prazo, a proliferação excessiva, principal causa da escassez de alimentos na Terra, sem necessidade de recorrer a auto-regulações impactantes, como pestes, guerras e desastres naturais. Quando em razão do mesmo medo masculino o nascimento do primeiro filho estivesse ameaçado, a Natureza intentaria nova ordem de sobrevivência da espécie. Sem pressa. Como de praxe. Tendo, como eternamente teve, bilhões de anos para experimentar padrões, reordenar o caos; começar tudo de novo.
Escrito por Jerônimo Jardim às 12h00
[ ]
[ envie esta mensagem ]
FINAL DE SEMANA EM BAGÉ
Nem deu pra sentir frio. O mocotó virtual na casa de nossos anfitriões, Ciro e Cris (após acidente de percurso virou pizza, história longa que rendeu boas risadas e desconsolo à autora pelas penosas horas de labor), o redentor churrasco de sábado à noite, e o mocotó real na Carmem Dora e no Nando valeram por dezenas de emocionantes espetáculos. Bom demais ouvir, à beira do fogo e ao calor das sólidas e das novas amizades, as composições do Ciro, do Ducos e do Fernando, as vozes do Claudemir, da Gianna e do Christian, e o violão do Julinho Pimentel. Inenarrável a performance do Tico-Tico, de botas, bombachas e passos miúdos, interpretando “O Gaúcho Gay Xá”, um de seus números exclusivos. Ainda bem que a Cris teve o tino de gravar. Valeu fundar a produtora de publicidade política OBJETIVO NOBRE que, Clair e eu, tivemos a honra de integrar, inclusive na condição de atores. Produzimos duas peças literalmente ARRASADORAS (das pretensas candidaturas, é certo), editadas em áudio e vídeo pela Cris. Posso assegurar que atingiram em cheio a intenção de DESAGRADAR OS CLIENTES. A ojeriza deles foi tamanha que, após apresentação única da campanha, “declinaram” de seu uso e exibição. Não aceitaram sequer a oferta de pagarmos pela veiculação. Tivemos a ativa companhia da mana Margarida nas festanças. Visitamos a irmã Vilma e as tias Alice e Aidê. Faltou encontrar alguns amigos. O Zoinho não apareceu. Somente por telefone consegui falar com o Gilmar de Quadros. Espero retornar aos pagos no verão. Fôssemos os recepcionados doentes terminais, voltaríamos pra casa em perfeita saúde. Seqüelas? Saudade e cãibras nos maxilares (mastigação e gargalhadas).
Escrito por Jerônimo Jardim às 07h50
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ ver mensagens anteriores ]
|