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GENEROSIDADE
Não é regra. Depende de caráter. Generosidade colhe generosidade. Carinho colhe carinho. Quem leu o texto anterior em que contei da generosidade da minha mãe ao receber em casa meus irmãos por parte de pai, já adolescentes, Carmem Dora e Zeca, mais ainda, quem conhece intimamente nossa vida familiar, melhor entenderá o que digo agora. Antes de minha irmã Margarida levar nossa mãe, muito doente, sem condição de administrar-se sozinha, de Bagé para Brasília, quem cuidava inicialmente dela eram suas também idosas irmãs, minhas tias. Quando entendemos que, em benefício de sua saúde, devia ser alugada uma casa em que pudesse ser levada a passeios ao sol, foi minha irmã por parte de pai, Carmem Dora, quem passou a cuidar dela, administrar todas as suas necessidades, com desvelo de filha. Como ressaltei no início, tamanha retribuição não é regra. Depende de sensibilidade e caráter. Gracias por tudo, Carmem. Feliz Dia das Mães.
Escrito por Jerônimo Jardim às 16h51
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AIDA
Acredito que a intenção de batismo fosse Aída. Mas o nome de minha mãe era Aida, como a chamavam. Ao reler o meu site notei que não há uma linha dedicada a ela. Na proximidade do Dia das Mães, hoje distante da infância, o que proporciona maior alcance ao foco, busco corrigir no blogue a injusta omissão. O pai impunha sua contraditória personalidade. Infundia temor ao chegar em casa, fardado, ralhando desde que abria o portão. Ela transitava à sombra dele, em silêncio, imersa nas lidas da cozinha, limpeza e costuras. Como o pai era militar, concreta a possibilidade de que fosse para a guerra, ela aprendera o ofício de enfermeira na Cruz Vermelha. Não tinham filhos. Se o pai fosse mandado à Itália com a FEB, ela estaria preparada para acompanhá-lo. Não foram. Mas o aprendizado valeu. Quando os filhos vieram, doenças comuns era ela quem tratava. Raramente Margarida, Bebeco e eu íamos a médicos. Ela extraía dentes, media temperatura, aplicava compressas e injeções. Quando faltavam roupas, lá ia pedalar na máquina Singer. Magicamente, roupas velhas de meu pai se transformavam em calças, blusas e camisas infantis. Nunca chegou nem perto de realizar o sonho de ser “figurinista”. Compensava-se colecionando o Jornal das Moças, famosa revista de moda da época. Sabia trocar solas de sapatos. Tirava leite de madrugada de uma vaca chamada Bainha que alimentava no quintal para que eu e meus irmãos tivéssemos leite fresco de manhã. Acho que só minha tia Alice, irmã dela, sabia fazer tachadas tão gostosas de figada e tão saborosos doces de frutas cristalizadas. Quem ajudava a mexer o doce ganhava direito à raspa do tacho, que deixava sobrar em boa quantidade. Era de uma generosidade incomum. Acolheu em casa meus irmãos por parte de pai, Zeca e Carmem Dora. Mais tarde, embora o casamento tivesse terminado há anos, quando meu pai ficou entrevado, ela foi cuidar dele em Bagé, aliviando-me da tarefa, possibilitando que eu fosse para o Rio tentar a sorte na música. Sempre tinha potes de cachaça com butiá a espera das raras visitas dos filhos, moradores distantes. Em momentos difíceis me aportou empréstimos que assim intitulava somente para não humilhar. Sempre tinha presentes para os netos na bagagem. Quando a doença começou a roubar-lhe a fala, meses sem me ver, morando em Brasília com a Margarida, por algum tempo ainda conseguia gaguejar: meu primogênito! Saudade de minha mãe!
Escrito por Jerônimo Jardim às 11h32
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CARNAVAL
Parecia noite de carnaval em Salvador; carros, luzes, câmeras, ação; gente sorridente e refrões óbvios. Precisava? Aguardasse o Juiz o dia seguinte para expedir o mandado. Poderia ser cumprido em silêncio, sem exibicionismos, fora do horário noturno. Não haveria tumulto, pimenta, prisões, disputa por lugar no carro de som ou nos camarotes. O assassinato da menininha e o constrangimento dos até agora supostos matadores virou programa televisivo. Brasil, mostra a tua cara!
Escrito por Jerônimo Jardim às 05h53
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GALPÃO CRIOULO
Domingo, 18.5.2008 (não 11, como informei inicialmente), às 6h30' vai ao ar pela RBS TV o GALPÃO CRIOULO com alguns dos músicos premiados no Açorianos de Música. Contei com o brilho da Greice Morelli em CLARIM e com especial canja dos apresentadores Neto e Nico Fagundes em EU VIM DO SUL e MILONGA. Gracias a todos pelo carinho.
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h17
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É CAMPEÃO!
Não há time arrumadinho que não desmonte com 4 x 0 em 40 minutos. Pobre Ju. A touca foi tirada. Vamos dá-la de presente ao nosso maravilhoso rival. Acho que gostou de tomá-la por empréstimo. E dá-lhe Inter!
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h08
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PÁTRIA AMADA
RELEMBREI EMOCIONADO A APRESENTAÇÃO POR GELSON OLIVEIRA E SOLANGE DE "PÁTRIA AMADA", MÚSICA DO FANTÁSTICO GERALDO FLACH COM LETRA MINHA QUE, POR ESSAS COISAS DE FESTIVAL, NÃO FOI CLASSIFICADA NO FESTIVAL DA GLOBO DE 1985, NA ELIMINATÓRIA DE PORTO ALEGRE. O PÚBLICO CANTOU JUNTO. APRENDEU A CANÇÃO DE TARDE, NO ENSAIO. FOI LINDO. SINTO MUITO QUE ESTA CANÇÃO TENHA SE PERDIDO NO TEMPO. FELIZMENTE EXISTEM PESSOAS COMO O EMÍLIO QUE A SALVOU EM SEU ÓTIMO BLOGUE. CONFIRAM. http://www.emiliopacheco.blogspot.com
Escrito por Jerônimo Jardim às 11h15
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