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PRESENTE DE GREGO

Oa piores inimigos são os dissimulados. A elevação do Brasil à condição de País confiável para investimentos entre os dez maiores é presente de grego. Uma montanha de dólares que entra no País, mesmo que não seja somente para especulação, valoriza em excesso o Real, desvaloriza o dólar, dificulta as exportações, gera desemprego nas indústrias que fabricam produtos destinados ao exterior. Que bonzinhos!

Escrito por Jerônimo Jardim às 13h03
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FRASE

De tanto escrever, um dia a gente faz uma frase que não deve esquecer jamais.

Refiro-me à frase final do texto anterior (com pequena alteração, "condenar" em vez de "punir"):

É BEM PIOR CONDENAR UM DUVIDOSO INOCENTE DO QUE, NA DÚVIDA, ABSOLVER UM POSSÍVEL CULPADO.

Saudade de Bagé e falta de tempo pra fazer uma visita. 

Bom final de semana.



Escrito por Jerônimo Jardim às 06h46
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CASO ISABELLA, DE NOVO

 

Novamente a Defesa se encontra em vantagem. A Polícia falseou a verdade ao afirmar a certeza dos laudos quanto ao sangue encontrado no carro, diz a mídia hoje. Tardio o exame pericial, não foi possível confirmar sequer que o sangue seja da menina. Essa seria a grande certeza, o que ligaria os ferimentos da vítima ao casal suspeito do assassinato. A própria mãe da menina, ainda segundo a mídia, afirmou que a filha às vezes retornava das visitas ao pai com ferimentos que dizia causados pelos irmãos. Sem a induvidosa afirmativa quanto à recenticidade dos vestígios no carro, mesmo admitindo em tese que o sangue fosse da menina, poderia ter pingado de ferimento antigo causado pelos irmãos agressivos, poderão alegar os Defensores. Embora soe estranho que a piedosa mãe - assim aparece na TV - não tenha denunciado as queixas da filha ao Juizado de Família para suspensão das visitas, o que contou poderá ser usado pela Defesa. De resto, o casal acusado circulou no cenário do crime. Para praticá-lo, o que negam? Ou depois, como declaram? Sem a ligação dos demais fatos com os pingos de sangue achados tardiamente no carro pelos peritos, a prova de autoria resta fragilizada. Voltam as dúvidas, por mais que as provas colhidas, indiciárias somente, pareçam apontar a culpa dos acusados, como por exemplo as inverossímeis razões que levariam um terceiro a jogar a criança pela janela, tentar apagar vestígios. Mas loucos e assassinos às vezes agem com lógica que nunca seremos capazes de entender. Apesar da duvidosa versão dos acusados, os indícios colhidos pela perícia podem ser fortes para fortalecer suspeitas; mas me parecem frágeis como certeza. O pai que não achasse a filha onde a teria deixado iria procurá-la pelo apartamento e, por fim, ao não encontrá-la, se visse num quarto a rede protetora rasgada, poderia se debruçar à janela para olhar para baixo. Ficaria com as marcas da rede na camisa. Poderia sujar de sangue roupas e calçados e deixar marcas de solados sobre os respingos. Por outro lado, o alegado terceiro, que teria cometido o assassinato, agiu como um fantasma, sem deixar qualquer rastro, o que é bem difícil de aceitar; mas não impossível de ocorrer. Um raio pode cair em um entre milhares; no azarado. Na loteria é uma chance contra milhões. Alguém acerta; o sortudo. Continuo achando que a mais esclarecedora das provas periciais não foi produzida: em tempo hábil, tão logo o casal se tornou suspeito, o exame de vestígios (de pele ou sangue) sob suas unhas. Tais vestígios, caso fossem encontrados, seriam conclusivos como prova de autoria. As marcas de esganadura no pescoço da vítima serem compatíveis com o tamanho das mãos da madrasta, seriam mero complemento. Não foram poucos na História os erros judiciários, a condenação de inocentes à prisão perpétua ou à cadeira elétrica. Eu odiaria ser jurado nesse caso. Imagino que os criminosos são mesmo os suspeitos, influenciado pela mídia e pelo clamor popular que ela dá causa. Mas não tenho absoluta certeza. Alguém tem? Com base nos indícios? Por causa da barbárie cometida? Por desejarmos que alguém pague por ela? Se encararmos a pena como punição e não, romanticamente, como instrumento de ressocialização, é  bom lembrar que não se pune o CRIME, mas o CRIMINOSO, e que é bem pior PUNIR UM DUVIDOSO INOCENTE do que, na dúvida, ABSOLVER UM POSSÍVEL CULPADO.     



Escrito por Jerônimo Jardim às 15h37
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ITAIPU

Além de construirem aquele MONSTRO que uma única bombinha destrói - sorte que os paraguaios seriam os primeiros a ficar sob as águas -, endividar enormemente o País, o Governo de então cometeu outro erro estratégico (nem parece que eram militares que governavam): deixar o paraguai com as melhores cartas.

Escrito por Jerônimo Jardim às 06h01
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EMOÇÃO NO RECEBIMENTO DO AÇORIANOS

Não estava nem um pouco nervoso. Estava calmo como em qualquer show. Quando botei a bunda no banquinho caiu a ficha da "homenagem". Fiquei nervoso como da primeira vez em que subi num palco em Bagé. Vai explicar essas coisas da cabeça da gente!

Escrito por Jerônimo Jardim às 06h15
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TOUCA

Logo o Fernandão, entregar o jogo no último segundo! Agora vamos ter que tirar a touca aqui, o que não é missão fácil. O Ju está bem arrumadinho. 

Escrito por Jerônimo Jardim às 06h12
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