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VELOCIDADE ZERO
Os engarrafamentos de trânsito foram previstos pelo grande filósofo La Salle. Ele questionou a fabricação de carros velozes para a voraz sociedade de consumo emergente. Previu com precisão o colapso, o congelamento do tráfego nas grandes cidades e rodovias, o que faria risível a potência dos motores dos automóveis fabricados para alcançar velocidades de quase decolagens. E agora? Como reduzir a fabricação ou trancar o consumo sem causar desemprego e reduzir o PIB? Mais outra contradição dos tempos modernos, na linha daquela maior que dificulta a redução da emissão de gases poluentes ou daquela que cria obstáculos ao desmatamento zero. Como fazê-lo sem desaquecer uma economia local ou a global, causar empobrecimento e desemprego? O pior é que não dá pra colocar a mão no queixo e meditar longamente como La Salle nesse momento quase dramático para a humanidade. Os pensadores precisam agora raciocinar em velocidades quase imprudentes e, nos limites da imprudência, tomar as decisões. A nós, simples mortais, restará torcer que sejam acertadas.
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h20
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DESPESAS PALACIANAS
Pra mim não muda nada se foi ou não montado o tal dossiê. O que interessaria é se os gastos foram ou não abusivos. De qualquer modo, fiquem ou não comprovadas as acusações, ninguém restituirá um centavo. Os futuros governantes somente exercerão maior controle; não sobre as despesas, mas sobre a forma de contabilizá-las. Os duelantes agora se xingarão. Na hora do pega pra capar errarão os tiros. No final, em virtude do enfrentamento, estarão salvas as honras. Fim de papo. A História somente registrará como defeito de ambos o excessivo apreço por buxada de bode; e, como consolo, o fato de que reis, imperadores e palacianos de antanho, somente por ignorância não consumiram toneladas da deliciosa iguaria (?).
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h13
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CONFORME PROMETIDO - AVE MATREIRA
AVE MATREIRA
Jerônimo Jardim
Ai, saudade, ave matreira
Bate asas da canção,
Não te quero de parceira
A cutucar meu coração.
Não passei onde ela mora,
Só me arrancho agora
Pra comer o pão.
Galopeei Rio Grande a fora
Changueando por hora
Minha salvação.
Já joguei as mágoas fora
Riscando de espora
Minha solidão.
Ai, saudade, ave matreira
Bate asas da canção,
Não te quero de parceira
A cutucar meu coração.
Já dancei chamarra e chote
Já levei a trote
Valsa e vanerão.
Já cansei de aguar o pote
Onde plantei o mote
Da separação.
Já acertei a minha sorte,
Entre vida e morte
A vida é a solução.
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h22
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AVE MATREIRA
Logo divulgarei a letra aqui no blogue, diante do número significativo de pessoas que tem visitado o SITE www.jeronimojardim.com a procura dela. Há pouco eu a cedi para ser tema de apresentação de Invernada Mirim de CTG de Passo Fundo. Estou direcionando as pesquisas no SITE aqui para o BLOGUE, que sei manejar mais ou menos. Lá no SITE me sinto maturrango e nada vaqueano (he, he!). Aqui, ao menos, monto pelo lado esquerdo, como se deve, e é coisa fácil para quem é meio canhoto.
Escrito por Jerônimo Jardim às 18h10
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SAMBA NOVO
Lá vai um samba desta semana pra quem for ao Praia de Belas Domingo e quiser cantar comigo.
Pra variar, uma parte veio enquanto eu dormia.
Aproveito pra fazer uma interativa no blogue.
Coloquei como título PONTO FINAL. Mas estou em dúvida.
Já veio à mente, além do título provisoriamente posto, SE EU TÔ NA BOA e NÃO SOBRÔ RASPA.
Participem até Sexta-feira. Sábado passarei o dia ocupado com ensaios. Não abrirei o blogue.
PONTO FINAL
(Jerônimo Jardim)
SE EU TÔ NA BOA, VENTO EM POPA,
TU JÁ QUÉ BEIRA NO MINGAU,
NÃO VEM DE GARFO QUE HOJE É SOPA,
NÃO VEM MELÁ MEU CARNAVAL.
NÃO SOBRÔ RASPA NO MEU TACHO,
TU DESSA VEZ VAI TE DÁ MAL.
TE QUERO SEM EIRA NEM BEIRA
LAMBENDO POEIRA
DEGRAU POR DEGRAU.
TU PODE POSÁ DE GABEIRA,
PLANTÁ BANANEIRA
DE VÉU NUPCIAL.
NÃO CAIO MAIS NESSA BESTEIRA,
NÃO TE ABRO A CARTEIRA
E PONTO FINAL.
Escrito por Jerônimo Jardim às 16h35
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