Escrito por Jerônimo Jardim às 07h08
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PRÊMIO AÇORIANOS DE MÚSICA:
MENÇÃO ESPECIAL PELO CONJUNTO DA OBRA.
Eu sinto pena das pessoas que recebem homenagens póstumas. Livraram-se do constrangimento, mas não gozaram a emoção do reconhecimento do trabalho.
Premiações por mérito causam isso: constrangimento e emoção.
Felizmente a emoção supera qualquer sentimento menor.
Obrigado, amigos da Coordenação de Música e da Secretaria de Cultura do Município de Porto Alegre.
Obrigado Prefeito José Fogaça, Secretário de Cultura Sergius Gonzaga e Coordenador de Música Jorge André.
Obrigado Corpo de Jurados do Prêmio Açorianos de Música pela confirmação da minha escolha.
Obrigado, agentes e produtores culturais, maestros, músicos, familiares (especialmente Mara, Thaís e Flávio, que em passado não distante suportaram carências em razão da minha teimosia em fazer arte), amigos, jornalistas e público; enfim, todos que ajudaram na construção da minha música.
Divido essa honra com Clair, minha querida mulher e nova parceira, por me devolver a coragem de compor e cantar; com Ângela Flach, minha agente e produtora da DHARMA, por quase me empurrar de volta aos shows; com Ayrton dos Anjos, pelo apoio, amizade irrestrita, e pela produção da maioria dos discos que gravei na vida; e com os parceiros mais próximos, no momento, Geraldo Flach e Luiz Coronel, pela participação em muitas das novas composições e novos projetos de disco e palco.
Muito obrigado, “De Viva Voz”.
Escrito por Jerônimo Jardim às 09h27
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ESTOPINS APARENTADOS
A coragem e o medo são estopins de agressividade proximamente aparentados.
Os fortes atacam para dominar na certeza da vitória; os fracos atacam por temer o domínio. Os fortes podem se dar ao luxo de anunciar previamente a intenção de atacar; os fracos necessitam fazer tocaias, atacar de surpresa, usar de qualquer meio para minimizar a vantagem do adversário. Isso em qualquer foro, nas relações pessoais, industriais, comerciais ou internacionais. Lembram dos filmes em que o contendor com menos pontaria sacava a arma antes do último passo pactuado no duelo? É tão perigoso na agressividade o mais fraco quanto o mais forte; principalmente o forte que conheceu o poder e se encontra em decadência. A coragem e o medo são estopins de agressividade proximamente aparentados. Quanto mais globalizadas as relações, mais distante fica a neutralidade. O envolvimento direto acaba se impondo diante de perdas inafastáveis, da necessidade de alianças que ofereçam algum escudo. Dependemos do ânimo dos novos conquistadores. Resta-nos torcer que eles sejam nada ou menos belicosos que os atuais; sedutores e não guerreiros sanguinários.
Escrito por Jerônimo Jardim às 12h55
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ESTATÍSTICAS INTRIGANTES SOBRE ACIDENTES NO FERIADÃO PAULISTA
Policial rodoviário paulista declarou em entrevista o aumento em percentual considerável (?) de motoristas alcoolizados. A imprensa informou a redução em 71% das mortes nas estradas paulistas por acidentes no feriadão da Páscoa.
E aí? Os bebuns dirigiram com mais cautela?
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h21
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INEFICÁCIA
Eu não falei? Por favor, leia o artigo anterior. Acabei de assistir na TV entrevista com policial rodoviário em que declarado o aumento significativo dos flagrantes de condutores embriagados dirigindo veículos nas estradas paulistas. Seja por beberem de seus próprios estoques em casa ou trazidos de casa ou comprados ou ingeridos nas cidades em lugares permitidos; seja pela aquisição ou ingestão em locais proibidos; seja em razão do aumento da fiscalização, informado na entrevista que a fiscalização já possui aparelho que detecta o uso exagerado de álcool sem necessidade de submeter o motorista ao bafômetro, os flagrantes do consumo de bebidas alcoólicas pelos condutores em níveis proibidos aumentaram. Façam leis que causem transtornos e doam no bolso do transgressor. Só assim será contida a escalada da violência no trânsito em decorrência da ingestão excessiva de bebidas alcoólicas.
Escrito por Jerônimo Jardim às 08h59
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A CHACINA CONTINUA
Retornei do feriadão ao volante. Conduzia na bagagem quatro latas de cerveja, sobra ainda gelada das festas. Caso desejasse, poderia bebê-las durante o trajeto. Nesse caso, qual seria a eficácia da proibição da venda de bebidas alcoólicas nos restaurantes localizados à margem das rodovias? Não creio que essa seja a solução contra a chacina no tráfego. Acredito que, em barreiras bem instrumentadas, as autoridades se surpreenderiam com o elevado número de pessoas que seriam apanhadas em flagrante sem qualquer comportamento típico de embriaguez. Cada qual acredita em sua maior resistência ao álcool. Em duas ou três horas de degustação ultrapassamos os limites permitidos. Teríamos todos que acreditar que as reações ficam prejudicadas quando excedemos as doses de tolerância. Presentemente tenho optado por não sair de carro em noite de festa. Se um dia esquecer desse propósito e beber mais do que o permitido merecerei o flagrante-delito e as penalidades dele decorrentes, ainda que esteja a meu juízo em perfeitas condições de dirigir. É preciso que abandonemos as auto-avaliações. Impõe-se estabelecer penalidades que doam no bolso e causem transtornos como a perda da licença por meses ou até definitiva em caso de reincidência. Somente assim todos que acreditamos “beber socialmente” não esqueceremos de medir as doses ingeridas ou evitaremos o volante quando excedidas. Diante do princípio do livre exercício da atividade profissional honesta, não acho justo que as transgressões no tráfego atinjam trabalhadores, indústrias, atacadistas e comerciantes. Não são criminosos ou contraventores. Trabalham, investem, pagam impostos. Têm direito de comercializar bebidas legalmente fabricadas aos que bebem nos limites da lei, bem como aos que não estão ao volante quando bebem, como passageiros de ônibus e caronas.
Escrito por Jerônimo Jardim às 07h29
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