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PALADINOS DA MORALIDADE
São tão recentes que ainda não esquecemos os escândalos, as CPIs que foram pro tacho, esfriadas por absolvições protegidas por anonimato. Gastamos tempo em vão, sentimo-nos nós os palhaços ante a encenação de medíocres chanchadas. Agora, nova CPI é exigida em nome da moralidade; mera manobra política em ano eleitoral. Antes, como as despesas públicas de valores de menor monta eram feitas em dinheiro vivo, não eram focadas. Os Cartões Corporativos proporcionam visibilidade. Precisam permanecer. É necessário somente que seu uso seja limitado a ordenadores obrigados a prestar contas minuciosas de que o gasto não foi pessoal e abusivo, proibir saques em dinheiro, possibilitar a verificação de eventuais superfaturamentos. Isso mesmo! Porque até com prestação de contas não faltarão maus gestores que, em proveito próprio, pedirão aos fornecedores acréscimos ao valor real da despesa. Contra portadores desonestos, no máximo se poderá minimizar prejuízos, minorar o desvio dos suados impostos que recolhemos. É preciso bem fiscalizar, punir; escolher melhor nossos representantes.
Escrito por Jerônimo Jardim às 22h06
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