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AMAZÔNIA, URGENTE!
Não sou nenhum fanático ambientalista ao defender o desmatamento zero na Amazônia. Não excluo a Espécie Humana do comer e ser comido que permeia o mundo natural. Só diferimos por sermos o mais poderoso predador entre os predadores; pela faculdade de filosofar, planejar, agir, impor limites. Sei que se um dia esgotarmos os recursos naturais talvez já tenhamos colonizado outras plagas. Sei que se a nave explodir antes pouca diferença fará sua ínfima ausência à Via Láctea. A cumprir nosso cotidiano terráqueo, capitães de indústria representam seu papel no fabrico do sustento; ecologistas lutam pela imposição de limites. Holisticamente, tal embate não difere do gravitacional; do ordenado construir, destruir no caos cósmico. Sem ignorar o argumento de que a Floresta somente cuida dela própria, que pouco nos reserva do oxigênio que libera durante o dia enquanto consome carbono, por cumprir procedimento inverso à noite, além de considerar sua beleza e a possibilidade de equívoco de tal entendimento, no mínimo precisamos armá-la de escudos ante a concreta possibilidade de que guarde em seu seio a solução contra os males que ainda nos afligem sem remédio. O tal de abate certificado que vi na TV, feito por uma empresa suiça na Amazônia, não me seduz. Autoriza o corte de árvores "no ponto" e, afora isso, o que já é grave, não existe fiscalização eficaz contra fraudes. Se não bastam os argumentos anteriores, é preciso considerar que a União Européia, sabidamente conservacionista, não nos comprará o etanol se desmatarmos a Amazônia para produzi-lo. Como de nada valem leis sem fiscalização eficaz, Forças Armadas, urgente, em suas franjas!
Escrito por Jerônimo Jardim às 07h12
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FORÇAS ARMADAS X CRIME ORGANIZADO
O crime organizado (falo das organizações de favelas e periferias, não de congressistas, os piores bandidos, pois roubam dos pobres investimentos públicos em programas sociais!) é fruto de séculos de opressão social, má distribuição de renda, marginalização racial, falta de cuidados com a infância e de empregos para os adultos. Mas já tenho me ocupado bastante desse tema no blogue, a sugerir programa de implantação de escolas técnicas em horário integral que ofereçam educação, saúde, esportes, cultura e lazer, o que seria mais eficiente e justo que investir em presídios, quando pouco resta a fazer pelas crianças que se tornaram adultas no desamparo. Sequer sabemos dar assistência aos ex-presidiários. Sem opção de trabalho lícito, retornam ao crime; e aos vergonhosos presídios. Ocupo-me aqui, somente, de segurança pública. Creio equivocada a convocação do Exército para atuar na guerrilha urbana. Não está treinado para enfrentar traficantes, inimigos que se confundem, sem marca, sem farda, com os pobres que resistem ao aliciamento nas hostes criminosas. Não dispõe de rede de informação. Os policiais bem sabem do que falo. As Forças Armadas precisam ser chamadas sim. Mas para atuar na origem, nas fronteiras; para coibir o contrabando de drogas, armas e mercadorias que abastecem as atividades ilícitas urbanas. Sem drogas, sem armas, sem munição, sem mercadorias, se esvaziariam. A mão-de-obra criminosa esvaziada derivaria para outras formas de ação ilícita, inauguraria novas frentes de combate? É provável, mas enfraquecida, desarmada. Novamente se ensejaria a atuação do Estado, a oferta de trabalho honesto aos novos “desempregados”, o que passa pela solução dos problemas na raiz; sem utopias, a curto, médio e longo prazo (ações que abordei no início). As Forças Armadas, para que o Brasil consiga vencer a resistência do mercado europeu, também deve atuar energicamente contra o desmatamento da Amazônia. A União Européia já mandou recado que, a custa do desmatamento da floresta, a compra do etanol brasileiro pode representar mal maior. Portanto, há grandes interesses nacionais em jogo. Todavia, não cometam os mesmos erros que cometem os Estados quanto à remuneração dos policiais civis e militares (aliás, quando corrigirão essa injustiça?). Paguem soldos justos aos militares!
Escrito por Jerônimo Jardim às 17h48
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