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DORES POUCO ORIGINAIS
Talvez eu consiga voltar a me animar quando entrar na fase dos remédios entorpecentes. Com corticóides e analgésicos, está difícil. Eu nunca disse aqui a originalíssima frase de que a pior dor é aquela que a gente sente? Não disse? Já sei. Desde a hérnia de disco, fazia anos que ela não me visitava. Mas não há de ser nada. Vamos ver o que revela a próxima tomografia com contraste. Enquanto isso, continuo a subir nos palcos, meio anestesiado, para alguns momentos de felicidade, como a que a Clair me dá nas poucas horas em que estamos juntos. Gracias, Ângela Flach, minha querida produtora da DHARMA, por agüentar o meu anormal humor, pelo carinho e, ainda, pelas tentativas de me convencer da inexistência das dores, praticamente a me colocar no palco. Obrigado, Marcus, amigo novo, por toda a assistência e estímulos na turnê. Até a apresentação de A POESIA NAS CANÇÕES, dia 8.11.2007, às 19h30', no Teatro da CEEE, na Feira do Livro, em que dividirei o palco com o poeta LUIZ CORONEL e a cantora LÚCIA HELENA. Ainda saio dessa. Fico por aqui, antes que os braços, poupados, agora, resolvam doer também. Perdão pelas queixas. Não encontro nem assunto que não doa. Nego-me à criação, enquanto as coisas estiverem nesse pé. Sairá contaminada: vírus transmissíveis de tristeza. Fica este blogue paralisado aqui, por tempo indeterminado. Até a volta.
Escrito por Jerônimo Jardim às 07h31
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