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AINDA SOBRE A AMPLIAÇÃO DO PRAZO DA LICENÇA-MATERNIDADE
Se a ampliação do prazo da licença-maternidade for opcional, certamente o será para o patrão. Segundo tal proposta, até onde tenho conhecimento, o patrão poderia deduzir os valores (do pagamento das contribuições sociais obrigatórias da empresa ou mediante incentivos fiscais?). Quem pagaria a conta, nesse caso? O contribuinte. Outra questão. O patrão, quando emprega, precisa da empregada no trabalho ou de licença, ainda que não corram por sua conta os salários do afastamento? Acho que essa lei é pura demagogia, sinceramente. Com prejuízo para todos, no final. E se não for opcional? Mais para as mulheres jovens, trabalhadoras da iniciativa privada. Seu mercado de trabalho encolherá, podem ter certeza.
Escrito por Jerônimo Jardim às 05h05
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DIREITOS EQUIVOCADOS
Todos são iguais perante a lei, salvo quando a Constituição ressalva diferenças. Desculpados na alegada dupla jornada feminina, os legisladores mantêm o direito de as mulheres obterem o jubilamento cinco anos antes dos homens. Não interessa que os tempos tenham mudado, que hoje os homens também desempenhem tarefas domésticas. Mas quem apresentará emenda constitucional para suprimir tal direito desigual? Perderá votos, como perderei eu a simpatia de algumas mulheres pela opinião. E agora, em Brasília, inventaram outra moda que acabará por prejudicá-las. Será que as eleitoras - o que buscam os políticos senão o voto delas? - perceberam o quanto perderão com a ampliação do prazo da licença-maternidade para seis meses? Servidoras concursadas gozarão a vantagem, sem problema. Mas na iniciativa privada? Quem vai empregar mulheres com as quais não poderá contar por meio ano a cada gravidez? Num país em que as mulheres pobres são as que mais engravidam, essa lei protetiva é enganosa e, em qualquer hipótese, equivocada. Estimulará a gravidez quando aconselhável o contrário, já que o Estado não tem solução para as criancinhas que vivem de fazer malabarismos nas esquinas para sobreviver.
Escrito por Jerônimo Jardim às 17h28
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DEIXAR VIVER
Se um dia tive alguma dúvida, hoje não tenho nenhuma. Nós, da espécie humana, defendemos somente nossa própria espécie. Não excluo os ambientalistas. As espécies em extinção encontram neles defensores encarniçados, é verdade. Não importa que sejam espécies ferozes, perigosamente predadoras, como leões, tigres, hipopótamos, elefantes, ursos, baleias, cobras e lagartos. E foram editadas normas que ensejam punição de maior rigor para quem mata ou vende espécies silvestres do que para quem mata outro homem; jurados podem ser mais benevolentes do que juízes. Mas nem todas as espécies que lutam pela sobrevivência são protegidas. Alguém conhece uma ONG (sem brincadeira!) que tenha por finalidade a defesa de espécies tais como ratos, baratas, pulgas, mosquitos, percevejos, vírus e bactérias? Todos, lutamos contra elas, até para proteger nossos animais de estimação ou aqueles criados para nos alimentar. Mas as danadas das perseguidas continuam em busca da vitória, a despeito de qualquer ataque. São fortes. Algumas são mutantes, por dom natural. Não têm importância na cadeia ecológica, embora sejam tão numerosas na natureza, ou o deixar viver ambientalista é relativo? Eu, indivíduo consciente da minha sórdida condição de predador maior da natureza, acabo, se puder, a pau e a antibiótico, com qualquer espécie que ameace minha única, frágil e curta existência. E, por favor, não vá um louco por aí criar a tal ONG cogitada. Acabo até comigo, pela infeliz idéia.
Escrito por Jerônimo Jardim às 11h37
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VAIA NA JORNADA LITERÁRIA DE PASSO FUNDO
Raul Boeira escreveu no Periódico Central de Passo Fundo que, na famosa Jornada Literária, ALEGRE CORRÊA, que reside na Áustria e tem tocado em concertos na Europa com os maiores músicos do mundo, foi vaiado em show por seus mais cultos (?) conterrâneos. Destaca, em outro artigo, que o SESC mantém espaço lá em que a platéia demonstra, em programações "alternativas", que não foi cooptada pela mesmice e burrice desse nivelamento por baixo do gosto popular. Ouvi Zezé de Camargo declarar jactanciosamente na FESTA NACIONAL DA MÚSICA, grande evento promovido pelo Fernando Vieira em Canela, aplaudíssimo pela platéia composta por músicos de todo o Brasil e produtores das grandes gravadoras que, por já ter vendido vinte e oito milhões de discos e ser amado pelo povo, a sigla MPB não identifica corretamente os que sob ela se abrigam, já que ele é o grande cantor popular do Brasil; popular com P maiúsculo. É isso aí!
Escrito por Jerônimo Jardim às 05h43
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SELEÇÃO BRASILEIRA DE CRAQUES
Sucessão de jogadas medíocres, dribles frustrados, passes para os adversários... Custa crer que atuaram contra a Colômbia jogadores de notabilizado talento, de renome mundial. Parecia um timeco de divisões inferiores.
Escrito por Jerônimo Jardim às 05h24
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