| |
PECHADA DE AUTO
Ao conversar com meu sobrinho Ricardo, que desde pequeno mora em Brasília, sobre diferenças regionais de linguagem no Brasil, contei-lhe um fato ocorrido há anos, em Porto Alegre, com o compositor e parceiro carioca Paulinho Tapajós. A guria que ele esperava pediu desculpas por involuntário atraso: Bah, tchê! O pai tomou uma pechada de auto na lomba! Paulinho somente entendera que algo a justificar o atraso tinha acontecido; nunca que um carro batera no carro do pai dela numa ladeira. Eu também já não entendi quase nada de uma conversa de catarinenses; e Santa Catarina fica logo ali. Mas não precisa ir tão longe... Não é fácil para alguém da Capital, sem contato com a campanha, entender a fala de um peão fronteiriço. E não estamos a falar de dialetos, mas da rica e bela língua portuguesa (?).
Escrito por Jerônimo Jardim às 15h43
[ ]
[ envie esta mensagem ]
CRI-CRI, EM LAJEADO
Hoje tenho show musical para crianças em Lajeado, onde vou apresentar a história musicada que publiquei em livro em 1986, CRI-CRI, O GRILO GAUDÉRIO (produção da DHARMA). Até breve.
Escrito por Jerônimo Jardim às 05h05
[ ]
[ envie esta mensagem ]
CD, PIRATARIA E ISENÇÃO DE IMPOSTOS
As gravadoras querem a isenção de impostos sobre a venda de CDS, ao argumento de que disco é cultura. Em primeiro lugar, pelo que gravam atualmente, com o único intuito de faturar e fortalecer seu comércio, CD é incultura. Oferecem à mídia, sem constrangimento, somente o que agrada às massas; não o que precisaria ser acessado para que elas escalassem níveis culturais. A isenção postulada não tem outro sentido senão o de salvar a indústria do disco fragilizada pela pirataria, dos camelôs e na internet. Disse bem a Daniela Mercuri no evento de Canela, a grande Festa Nacional da Música criada pelo Fernando Vieira: algum imposto precisa ser cobrado, nem que seja para salvaguardar os direitos dos artistas, já que é uma forma de controle contra prestações de conta das fábricas. Acho que tem mais. Independente do destino que governos dão aos impostos, tendo em vista o que seria o ideal à sua aplicação, toda a atividade deve pagar tributos pelo bem comum. É com recursos bem aplicados que se pode investir em educação, cultura, melhorar o nível social, econômico e cultural do povo; se pode evitar que os pobres, sem atividades lícitas disponíveis, se tornem piratas, concorrentes desleais, com a conivência explícita das autoridades, que não encontram solução para os camelôs que comerciam ilicitamente. Um dia a internet será controlada, haverá chaves nas faixas que impedirão a transmissão sem pagamento de valores justos pela cópia de obras. As gravadoras se valerão da antes inimiga para vender seus produtos. O rádio um dia também foi considerado vilão. Tornou-se o maior aliado das fábricas. Isso também a Daniela, lucidamente, falou no evento. Por enquanto, fico por aqui.
Escrito por Jerônimo Jardim às 05h04
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ ver mensagens anteriores ]
|