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CURA RÁPIDA
Gracias, Dr. Pedro Belli. Um diagnóstico prévio, um exame confirmatório e uma injeção. Agora, segundo a receita, só preciso tomar uns comprimidos diários por vinte dias. Estou de volta dos oitenta arrastados para o sessenta e dois cheios de disposição. Mais uns dias e estarei atuante nas quadras de tênis do Petrópolis. Gentís adversários, me aguardem! Não será dessa vez a precoce aposentadoria das minhas raquetes.
Escrito por Jerônimo Jardim às 07h45
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BRAVURA
Certa vez ouvi de um estranho num boteco que ele costumava passear pela ala dos doentes terminais da Santa Casa sempre que estava em depressão. Saía de lá recuperado, certo de que, apesar dos pesares, ainda dispunha de seu bem mais precioso. Naquele tempo acho que não havia jogos de deficientes físicos ou pessoas com tamanha gana de desdenhar de suas limitações definitivas a ponto de se tornarem atletas. É emocionante vê-las ondularem numa piscina com o que lhes resta de corpo, jogarem basquete em cadeiras de roda, correrem numa pista sem visão de percurso. Precisa livro de auto-ajuda diante de tal espetáculo de bravura? Bem, desses livrinhos que são publicados no gênero, me poupem, em qualquer hipótese!
Escrito por Jerônimo Jardim às 13h26
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CHICO BUARQUE
Obrigado Toni pelo ótimo livro, "CHICO BUARQUE", de Fernando de Barros e Silva. Lúcida a descoberta e a revelação de como a obra completa do compositor alinhava, peça à peça, a História Contemporânea do Brasil. Especial o capítulo "BYE, BYE, BRASIL", que detecta a genialidade da letra ao espelhar a obsessiva intenção dos militares de integrar o território nacional via TV GLOBO e a constatação frustrada do homem do povo de que o desenvolvimentismo propagado é meramente virtual.
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h09
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ÚLTIMA PARAGEM
A vida é uma viagem tão fantástica que reserva experiência única e inenarrável pelo próprio viajante para seu grande final.
Escrito por Jerônimo Jardim às 05h27
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APRESENTAÇÕES CONFIRMADAS
São as seguintes as datas de apresentação confirmadas do show DE VIVA VOZ:
30.8.2007, às 18h30', FOYER DO TEATRO SÃO PEDRO, PORTO ALEGRE (com participação de FERNANDO DO Ó)
10.10.2007, às 18h30', SOLAR DOS CÂMARA, PORTO ALEGRE (com participação de FERNANDO DO Ó)
29.10.2007, SESC GRAMADO (SOLO)
30.10.2007, SESC CAXIAS (SOLO)
31.10.2007, SESC VACARIA (SOLO)
Também confirmado sarau, na FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE, "A POESIA NAS CANÇÕES" (LÚCIA HELENA, LUIZ CORONEL E JERÔNIMO JARDIM), dia 08.11.2007, em horário ainda não fixado.
Escrito por Jerônimo Jardim às 15h51
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SILÊNCIO
Não achei boa idéia. Silêncio é comportamento de sempre. Boa idéia mesmo foi, um dia, a percussão de panelas.
Escrito por Jerônimo Jardim às 05h32
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EMOTIVO
Não estou conseguindo ver as provas do PARA-PAN. Tenho que sufocar soluços a cada desempenho. Que pessoas fantásticas!
Escrito por Jerônimo Jardim às 05h48
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OTIMISMO
No meio da manhã fiquei mais otimista. Em vez de ir a geriatra, optei por consultar o Dr. Pedro Belli, médico do Tribunal, pois é também médico do arqui-rival Grêmio, onde conserta músculos e ossos de atletas. Considerei-me incluído na categoria... por enquanto, até a hora da consulta.
Escrito por Jerônimo Jardim às 10h17
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PROBLEMAS GERIÁTRICOS
Clair riu muito quando eu disse que consultaria um geriatra. Mas, acho, minha escolha está certa. Estava tudo bem, shows, tênis quase todos os dias, academia, forma física, peso; tudo ótimo. Repentinamente, dor numa panturrilha, dor nas juntas dos dedos das mãos, atrapalhando até para andar e para tocar. Após parada total de tênis e academia de ginástica para recuperação, surpreendente agravamento! Dor na outra panturrilha, nos dois joelhos, em cima dos pés, nos ombros; sem razão aparente. Só pode ser coisa dos 62 anos! O meu produtor e grande amigo Patinete (Ayrton dos Anjos, produtor de discos, diretor local da arrecadadora ABRAMUS) é quem tem razão quando narra a constatação que fez depois de se recuperar de uma enfermidade e perguntar-se "quem é aquela tia que vai ali?" ao ver-se numa vitrine de loja: "A velhice não chega lentamente; chega aos saltos! A gente tem uma doença e se cura; mas ficam, como seqüelas, mais rugas, mais cabelos brancos; e, de lambuja, um caminhar mais trôpego!"
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h15
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CPMF
O que é transitório não poderia, em princípio, se eternizar. Contribuição não deveria virar imposição. Mas defendo que a CPMF se torne imposto de percentagem ínfima. Não teria como finalidade primeira tributar, mas cruzar informações, apanhar sonegações que, de outro modo, não seriam facilmente detectadas. Trabalhadores formais da iniciativa privada e trabalhadores do serviço público, não têm como sonegar tributos. Mas, à margem da formalidade, isso é possível. Não há como, de forma insuspeita, transacionar fora do sistema bancário. Portanto, com base em pequeno percentual arrecadado a título de CPMF sobre transações bancárias, creio que seria viável, utilizada a precisão e a celeridade proporcionadas pelos sistemas informatizados, da receita e dos estabelecimentos bancários, em estreita colaboração, cruzar e comparar incidências e declarações. Por que até hoje isso não foi feito? Interesses ocultos na invisível movimentação de grandes ativos?
Escrito por Jerônimo Jardim às 07h35
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