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NOVO ENDEREÇO
George Arrienti, freqüentador deste bloguezito e autor de ótimos contos e desenhos em seu próprio blogue, mudou de endereço. Acompanhem-no agora em www.georgearrienti.blogspot.com
Escrito por Jerônimo Jardim às 05h35
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IDENTIDADE NACIONAL
Felizmente não preciso comprovar assertivas, enfrentar qualificada banca como enfrentou Mara Ferreira Jardim para defender com sucesso sua tese de doutorado em literatura. Valho-me da intuição. No caso do Rio Grande do Sul, que abriga tantas etnias depois da chegada dos imigrantes, é viável atribuir à cultura e às artes, além da língua, o sentimento “patriótico”. O mais importante elo de integração é a língua. Nos anos de 1950, Getúlio Vargas fez instalar Juntas de Alistamento Militar para que os filhos de colonos alemães jurassem à bandeira e fossem servir nos quartéis; aprender a língua portuguesa, o que, creio, era a principal razão dos alistamentos. Testemunhei tudo isso, pois meu pai era militar encarregado do trabalho de alistar no exército jovens colonos na então pequena Três Passos. Paixão Cortês e Barbosa Lessa reinventaram o gaúcho; trouxeram à tona músicas, vestuários; criaram templo de reverência a essa memória; ligaram nossa conduta a atos heróicos da revolução de 1835. Esse sentimento regionalista se fortaleceu culturalmente na década de 1970 com a adesão dos jovens às novas canções, oriundas principalmente da Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana, que foram se incorporando às folclóricas e às poucas existentes, de autoria dos criadores do inicial movimento tradicionalista e de seus colegas e seguidores. O gauchismo ignorou etnias. E quanto ao sentimento de brasilidade? O que nos une, nos confere identidade como Nação? Os heróis combatentes não nos tocam, por mais tentativas que se façam nas classes escolares, destacando feitos de Dom Pedro, Caxias, Tiradentes e Pracinhas das FEB. A língua continua sendo o principal elemento de identificação. Temos língua em comum, de norte a sul; diversos sotaques, pouquíssimos dialetos; línguas nativas e culturas que feneceram, agonizam ou se mantêm a caro custo; e línguas e culturas cultivadas por carinho às pátrias de origem pelos imigrantes. Não temos movimentos localizados insurgentes com base na diversidade de culturas, línguas e etnias. Então, além da língua portuguesa em comum, o que tem sido mais importante para nos conferir sentimento patriótico, de brasilidade, amar os símbolos nacionais, literalmente nos embrulhar sob uma mesma bandeira? A exploração dos esportes pela mídia, em especial do futebol, quando em confronto com equipes estrangeiras. Daí a razão de Médici, no auge da repressão, ter adotado a Seleção como símbolo de “90 milhões em ação, pra frente Brasil do meu coração”. Portanto, eis o cerne da minha tese: os esportistas são os heróis que nos levam a cantar o Hino Nacional nas vitórias e a chorar nas derrotas com honra. Os esportes são a maior força de identidade nacional e, os meios de comunicação que divulgam esportes, os comunicadores especializados, em particular Galvão Bueno, os grandes atores nesse cenário de contemporânea brasilidade. E viva a sorte de não ter que comprovar nada do que eu disse via citação de intelectuais consagrados!
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h32
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AINDA SOBRE A COLISÃO DE GALÁXIAS
Cometi um equívoco. Não se trata de fato presente. Como o acidente levou bilhões de anos luz para ser contemplado, o fato ocorreu a bilhões de anos luz e, provavelmente, a bilhões de anos luz a investigação virou pizza.
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h28
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SUPER COLISÃO DE GALÁXIAS
Erro de controlador? Erro de piloto? Quem indenizará as quatrilhões de vítimas?
Escrito por Jerônimo Jardim às 16h29
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PEGADINHA
Com medo dos assaltos na linha vermelha, preferimos, no Rio, tomar ônibus comum no aeroporto. Descemos na orla de Copacabana quase à meia-noite. Caminhamos, puxando nossas malas de rodinhas, cinco quarteirões, pela Siqueira Campos, até encontrar o Royalty Copacabana, quatro estrelas antigo, com apartamentos amplos e confortáveis, na Rua Tonelero, bem em frente à Rua Paula Freitas. Quase ao lado, foi o assassinato do Major Vaz em 1954, que estava em companhia de Carlos Lacerda, fato, dizem historiadores, determinante do suicídio (?) de Getúlio Vargas, considerado pelos inimigos políticos mandante do atentado, via Gregório Fortunato. Não fomos assediados no trajeto. Celso, amigo carioca, disse que o nosso tranqüilo passeio só foi possível porque os ladrões de plantão (vimos vários suspeitos em cada esquina!) pensaram: casal, com malas, jeito de turista, a pé, a essa hora... só pode ser "pegadinha"... tem polícia na área...na campana! Demos boas risadas. Mais uma historinha pro repertório!
Escrito por Jerônimo Jardim às 05h45
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