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UTILIDADES MAL DESENHADAS
Os caras que desenham panelas nunca devem ter ido à cozinha lavá-las ou assistir esforços nesse sentido, senão não inventariam tantas entrâncias e reentrâncias pra encardir. Fariam conchas simples, com variações meramente de tamanho. Verdade que perderiam o emprego. Bastaria o dono da fábrica, de preferência cozinheiro ou colaborador de cozinha, pra "inventar" a forma de tão útil utensílio. E os desenhistas de tábuas de vaso sanitário? Obrigam os machos a acocarem se forem civilizados, não quiserem mijar os tampos, indignar os (as) próximos (as) sentantes. Exagero meu? Então tentem colocar o tampo em pé em banheiro de bar da noite. Pra mijar como homenzito é preciso ser contorcionista...
Escrito por Jerônimo Jardim às 15h44
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DIA NOSTÁLGICO
Ao perceber, hoje, que estamos quase no fim do quarto mês do ano, que o tempo passa a galope, me lembrei muito da última carta que recebi da Elis. Ela dizia que a gente precisava se encontrar mais, que não se podía perder nenhuma oportunidade de convívio com as pessoas que a gente gosta. Encontrei-a somente uma vez mais depois dessa carta. Ficou faltando. Espero que esse tipo de débito não se repita. Enfim, acordei nostálgico. Por causa do tempo chuvoso? Sei lá!
Escrito por Jerônimo Jardim às 09h12
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PORTE DE ARMAS
Sabemos que a maioria de nós está desarmada. É muito caro obter porte legal de arma. Mas temos, contra os predadores, o benefício da dúvida. Eles não sabem se a vítima oferecerá resistência. Não fosse o resultado do plebiscito, teriam quase certeza da vantagem. A pesquisa recente somente revelou a vontade dos pesquisados de que sejam desarmados os portadores de armas contrabandeadas. O resultado do plebiscito não refletiu que somos loucos por tiroteios, mas nosso medo de ficarmos ainda mais fragilizados diante de predadores ilegalmente bem armados. Não há, pois, qualquer contradição entre o plebiscito e a recente pesquisa. Só quem não quer não percebe isso, falaciosamente argumenta que mudamos de opinião do plebiscito para cá ou que nos manifestamos confusamente. Confusos, às vezes, são os questionários e seus intérpretes, por incompetência ou malícia.
Escrito por Jerônimo Jardim às 08h07
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LUCINHA LINS
Quando a Lucinha, mesmo tendo recebido o prêmio de melhor intérprete no MPB-Shell/81, resolveu ser atriz (que às vezes cantaria) em vez de cantora, achei que ela poderia estar desperdiçando a grande oportunidade. Eu estava errado. Constatei, mais uma vez, ao assistir ontem, no Teatro São Pedro, a peça em que ela contracena com o Otávio Augusto. Os palcos perderiam uma ótima atriz. E ela voltou a cantar. E muito bem. Seu disco, em que, com arranjos de Gilson Peranzetta, canta composições de Sueli Costa é impecável. Vai em frente, Lúcia Maria!
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h12
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