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RUÍDOS NA COMUNICAÇÃO
Quer coisa mais irritante do que estar com problema na recepção do canal de TV, ligar para a operadora, sei lá o quê, e ficar ouvindo: TENTE OUTRA VEZ ou disque isso, disque aquilo, musiquinha; de novo, disque isso, disque aquilo, musiquinha; de novo, disque isso, disque aquilo, musiquinha; de novo...
Escrito por Jerônimo Jardim às 09h54
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SEM-TETAS
No silêncio, às escuras, sem marcha pobre nas ruas, invadem cargos, mandatos; suam por falcatruas.
Escrito por Jerônimo Jardim às 17h59
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RISCO POVO
O Risco País despenca. O Brasil está bom para os investidores. E para o povo? O Risco Povo (novo indicador criado por mim para orientar nativos e turistas), ainda não medido em pontuação na bolsa, mas mensurado por todos os sentidos, está elevado e cresce. Tem como elementos básicos de cômputo o desemprego, o trabalho ilegal, o tráfico de drogas, o contrabando, os assaltos, a prostituição de menores, a rebelião de detentos; a miséria; os latrocínios.
Escrito por Jerônimo Jardim às 04h31
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GERALDO FLACH
FELIZES PARA SEMPRE DEVERIAM SE SENTIR OS PORTOALEGRENSES POR TEREM A TRANSITAR, PELOS PALCOS E PELAS RUAS DA CIDADE, COM A SIMPLICIDADE DOS GRANDES HOMENS, UM DOS MAIORES MÚSICOS DO MUNDO.
Escrito por Jerônimo Jardim às 16h43
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A MÚSICA BRASILEIRA VIVE
Abasteci o tanque das artes e dos afetos em Bagé. Alegria de doer os “carrinhos” o encontro com o Tico-Tico (inesquecível a história do Etê de Aceguá que apeia entre “ais” sobre rosetas e se salva no conforto das alpargatas presenteadas pelos nativos). Inesquecível o encontro com o mitológico Zoinho (em sua última aventura, sob protesto do motorista que acelera a cento e oitenta por hora para não se deixar ultrapassar por outro velocista, desafivela o cinto de segurança ao lógico argumento de que a essa velocidade de nada adiantaria a precaução). Também tive a oportunidade de ouvir cantores e compositores que cantam e compõem pelo prazer de cantar e compor: o José Ducos (compositor e cantor feito), o Ciro Vaz e a Cris (que nos hospedaram), o Fernando Moreira, o Chrystian Ribeiro e a Giane Cunha. Para o Ciro tudo é capaz de inspirar boas letras, como a caminhada que demos pelas ruas de Porto Alegre. Eu que hoje busco na minha criação a singeleza perdida do Cartola, pasmei diante de sofisticadas canções de complexas harmonias ao melhor estilo de Guinga, João Bosco, Ivan Lins e Djavan. Também me encantei com os acordes do Júlio Pimentel (este, um caso à parte, pois mora em Bagé, mas atua nos palcos de jazz do Uruguai, da Argentina e da Europa). O Júlio é o mestre, o maestro, o organizador das idéias que, com músicos uruguaios, em Punta del Este, registrou a obra desses talentos num bom disco intitulado “Parceria” (faz grande sucesso aqui em casa!). Lembro também do Mateus, garoto pelotense de dezessete anos que, surpreendentemente, toca ao violão com desenvoltura o melhor da música brasileira, de Ivan Lins a João Bosco (os amigos dele devem achá-lo bem estranho!). Enfim, lembrei muito de quem fui nos anos “teen”, quando dava serestas, também animado pelo simples prazer da criação. Vive a música brasileira, embora “longe demais das capitais” para que repercuta, enquanto, na mídia, parece em agônico estado de inanição!
Escrito por Jerônimo Jardim às 06h27
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