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LOUCOS E LOUCURAS

 

 

A mente é tão complexa e misteriosa que aqueles que temos por certos fazem imensas sandices de pasmar os que temos por doidos. A maioria dos que temos por sãos não criam nada, não inventam nada que conduza a níveis mais elevados a nossa frágil humanidade. Quem inventa, quem mergulha na escuridão do desconhecido para arrancar premissas sem medo do ridículo, dos risos de desdém? Aqueles que botam a língua para as câmeras. Quanto já sofreram de desconfiança os ecologistas que há décadas denunciam os perigos do aquecimento global? Os loucos são intuitivos, mais sentem que pensam; e não têm papas na língua. Como as crianças, vão dizendo abertamente aquilo que lhes ocorre. Testemunhando tudo que acontece agora com o clima do planeta, acho melhor tomarmos consciência para sentir mais, dar maior atenção aos nosso dementes geniais.     



Escrito por Jerônimo Jardim às 08h42
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FELIZ NATAL

 

Esperávamos resultados positivos muito mais concretos da conferência sobre o clima. Mas não houve frustação total. A adesão planetária comprovou que a preocupação com o aquecimento global, antes só manifestada por “cientistas lunáticos”, agora é compartilhada pela maioria dos povos. O egoísmo derrubou propostas, mas restou da escassa colheita o importante verde da esperança. Um feliz Natal a todos, cheio de verdes esperanças.   



Escrito por Jerônimo Jardim às 10h29
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CORAGEM E MEDO

 

 

Lutar pela cura quando se está gravemente doente, não é ato de coragem; é falta de opção,

para quem não tem a morte como escolha. Essa luta inclui o medo de morrer, do desconhecido (tudo ou nada?); ou da hora da transição, do desenlace final. O medo da dor é outro medo, maior do que a própria dor. Quem já teve que se submeter a intervenção médica invasiva, sabe disso. Os torturados e torturadores sabem disso mais do que ninguém. Na canção chamada Passarinheiro que fiz na década de 70, tempos do Pentagrama, abordei o tema epigrafado ao sentenciar que “a coragem é a derrota do medo”. O medo é ingrediente que figura na receita de formatação dos mais corajosos heróis. O ato heroico precisa de coragem e de outro ingrediente imprescindível: a loucura. O ato de heroísmo surge às vezes de impulso que nem o próprio herói sabe explicar de maneira convincente e bem articulada quando despido do ânimo de se incensar ou se deixar ser incensado. Do que expus, afaste-se a tese de que a luta do doente terminal ou daquele marcado por sequela irreversível é ato de coragem. A não ser que se entenda que a luta, por vã, é insana.

 

 

PS - Os loucos e a loucura se será o próximo tema.         



Escrito por Jerônimo Jardim às 18h15
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COVARDIA - 3

A calúnia e a difamação são formas cruéis de covardia. Não há como corrigir por inteiro um falso boato sobre a honradez de uma pessoa. A retratação pública jamais apanhará todo o universo abrangido pela circulação da notícia difamatória. É um ferimento que jamais atingirá a completa cicatrização. Eis mais uma boa razão para a legalização do duelo. A diferença de força ou de habilidade com as armas não causam prejuízo ao ofendido, já que a ele compete a opção por esse modo de fazer justiça. Ah! Não estou dizendo isso por loucura senil. Sempre pensei assim, sabem os que bem me conhecem.    



Escrito por Jerônimo Jardim às 11h03
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COVARDIA - 2

Outro exemplo de covardia é o dos pais que surram os filhos a título de corretivo educacional, às vezes com violência superior a que empregariam contra um estranho, principalmente se acrescermos à diferença de força, o abuso de poder jurídico e econômico, já que o menor castigado não pode nem tem o direito de sair de casa para viver às própria custas.  



Escrito por Jerônimo Jardim às 10h53
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COVARDIA

 

Não gosto da figura pública do primeiro-ministro italiano. Mas desaprovo a agressão por ele sofrida. Mesmo nosso pior inimigo tem que ter oportunidade de defesa. Não teve nenhuma. A questão me traz outra, mais polêmica. Não concordo com a criminalização do duelo. Sou contrário à pena de morte, justamente por ser um assassinato covarde legalizado. A justiça pelas próprias mãos, com chance de reação da parte desafiada, é a única penalidade que daria conforto ao ofendido, como por exemplo, o pai de uma menina estuprada. O sentimento de vingança, bem abordado pela melhor literatura, nunca nos abandonará. Decorre daí a quantidade considerável de absolvições, por jurados do povo, de réus que respondem por autoria de assassinato movidos por esse motivo.     



Escrito por Jerônimo Jardim às 10h30
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GUERRA JUSTA

Quando se é o líder carismático da mais poderosa nação do planeta e se tem um texto bem articulado e retórica superior, é possível a audácia de defender o recurso da guerra, mesmo no ato em que se recebe o troféu máximo do pacifismo. No meu entender, a guerra só é justa na História narrada pelo vencedor. Se Hitler tivesse vencido, bom orador que era e com notável capacidade de persuasão, o holocausto estaria justificado perante a História oficial, até que uma nova fosse escrita, provavelmente após outra "guerra justa". Não sou ingênuo a ponto de acreditar no projeto "guerra zero". Aliás, os hinos de cada povo consagram a guerra como meio de manter a dignidade. Diz a letra de um de nossos heróicos hinos que queremos a paz com fervor, a guerrra só nos traz a dor. Porém, se a pátria amada for um dia ultrajada, lutaremos com fervor. Obama não apelou para a hiprocrisia.  



Escrito por Jerônimo Jardim às 09h33
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13.000

Gracias pelas 13.000 visitas atingidas hoje.



Escrito por Jerônimo Jardim às 11h05
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DERROTA PERFEITA?

O DIRIGENTE GREMISTA ASSIM QUALIFICA A DERROTA DO GRÊMIO PARA  O FLAMENGO PORQUE BARROU O TÍTULO DO INTER E PERDEU SEM ENTREGAR O JOGO EM CAMPO. ENTENDE, POIS, QUE A DERROTA NÃO DIMINUIU O CLUBE, TORCIDA E DIRETORES. EQUIVOCA-SE. OS GURIS SALVARAM SOMENTE A PRÓPRIA HONRA. SÓ ELES MERECEM APLAUSO E RESPEITO QUE NÃO ENCONTRARIAM NO CLUBE SE TIVESSEM VENCIDO. MINHA HOMENAGEM AOS GURIS DO GRÊMIO. CHEGUEI A ESCREVER ANTES DA PARTIDA QUE SERIA MAIS HONROSO PARA OS GREMISTAS ESCALAR A GURIZADA. ENGANO MEU. FOI APENAS MENOS VERGONHOSO. COMO CONSEGUIRAM TORCER CONTRA SEUS VALENTES E INEXPERIENTES GUERREIROS? É BOM QUE A VALOROSA GURIZADA SAIBA QUE TIPO DE CAMISA DEFENDE PARA SE LIVRAR LOGO DELA. O GOLEIRO FARIA BOA FIGURA NO TIME COLORADO.     



Escrito por Jerônimo Jardim às 10h27
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CINZAS E POESIA, AMOR E MEL

Gracias Juliano Barreto pelas nossas duas parcerias. A mais recente, Poesia, Amor e Mel, achei lindamente bem recebida pelo  público que lotou o teatro do CIIE no teu show de ontem com a uruguaia Sara Sabah (como ela canta!). Vamos em frente. 



Escrito por Jerônimo Jardim às 08h20
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NEM QUE QUISESSE!

É perda de tempo discutir as chances do Inter na dependência do resultado do jogo do Maraca. O time do Flamengo é muito superior ao onze titular de pernas-de-pau do Grêmio. Por outro lado, o Grêmio é um timinho covarde quando joga noutras plagas. Não parece clube gaúcho, do jeito que se mija todo, põe o rabo entre as pernas. Com os titulares escalados, perderia; mesmo se quisesse a vitória. É mais honroso para a chamada nação azul mandar os baixinhos mesmo. 



Escrito por Jerônimo Jardim às 20h13
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DEPENDENTE DA QUALIDADE DO GRÊMIO?

Aqui o Inter fará o serviço bem feito. Mas o Grêmio? Nada além do que está nas escrituras. Perderá outra fora de casa, já que demonstrou não ter competência para vitórias fora do chiqueirinho. Dessa vez, usará como desculpa que não teria porque lutar, tornar o Inter campeão, ou, sendo o caso de jogar com time reserva, porque não teria como vencer com os infantís. Portanto, parabéns antecipado ao Mengão, meu time no Rio de Janeiro. Ah! O Inter está na Libertadores. Nem perdendo o Grêmio pode mudar esse quadro.   



Escrito por Jerônimo Jardim às 13h43
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DIREITO AUTORAL. DISTINÇÃO ENTRE DIREITO ECONÔMICO E INTELECTUAL.

 

 

Uma obra artística gera, tão logo posta no mercado, dois direitos distintos. Um direito ECONÔMICO, alienável; outro, direito INTELECTUAL, inalienável. O direito ECONÔMICO permite a troca onerosa de dono, a venda do objeto, inclusive, sua doação que, como é sabido, sofre incidência de impostos de transmissão. Já o direito INTELECTUAL, não permite a alguém intitular-se AUTOR DA OBRA porque comprou sua parte alienável. O comprador de um quadro não poderá atacar de pincel, colocar bigode numa Gioconda por exemplo, sem gerar o direito de ação do AUTOR, detentor de INTERESSE JURÍDICO no caso, por ser o titular do direito INTELECTUAL. É lógico que o direito ECONÔMICO pode ser alienado por inteiro ou em parte, como faz o autor ao contratar a EDIÇÃO de suas obras para obter maior visibilidade no mercado. Também equivale à alienação parcial de direito ECONÔMICO o contrato de REPRESENTAÇÃO por entidade arrecadadora relativo a músicas, para perceber valores devidos pela utilização comercial da obra por outrem. A maior parte das emissoras de radiodifusão sustenta-se, no todo ou em parte, da veiculação de obras musicais. Por outro lado, tratando-se de direito ECONÕMICO, alienável, que gera a extração de impostos, natural que essa alienação se dê também pela transmissão causa mortis. Decorrido o prazo de lei, a propriedade ECONÔMICA transmite-se ao Estado. A obra passa a pertencer ao “PATRIMÕNIO COMUM DA HUMANIDADE”. Até então, não há porque não conferir o direito remuneratório das obras a seus titulares e herdeiros. Assim como alguns talibãs universitários querem ressuscitar velhos preconceitos sexuais, comportam-se os defensores da isenção do pagamento de direitos autorais, trazendo a reboco a lenda da formiguinha e da cigarra. Esquecem-se que a formiguinha só consegue trabalhar com a mente sã porque embalada pelo trabalho da cigarra, como fazem as pessoas em meio às lutas do dia a dia ao ligarem seus rádios ou a TV na hora do repouso doméstico. Aí aparece cristalina a importância da produção artística. Creio desnecessário narrar aqui o quanto custa de trabalho, angústias, frustações e investimentos colocar uma obra no mercado. Muitos dos trabalhadores de outros setores já sonharam viver de seus pretensos talentos artísticos e se cansaram de perseguir o sonho.                      



Escrito por Jerônimo Jardim às 06h56
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DIREITO AUTORAL

 

 

Algumas empresas que vivem de veicular obras que nós criamos, contestam o dever de pagar direitos autorais. Se, além da pirataria, temos ainda que nos sujeitar ao calote dos que lucram com nosso trabalho, resta-nos parar de criar; às gravadoras, não gravar e proibir a REPR0DUÇÃO DO REGISTRO FONOGRÁFICO das músicas existentes por qualquer meio de divulgação. Será que os anunciantes comprarão espaços nas emissoras em que as músicas são o produto principal se estiverem proibidas de veiculá-las? É bom lembrar que houve momento, no passado, em que não havia interesse das gravadoras na reprodução das canções em rádio, etecétera, justamente porque não eram remuneradas. Então foi impresso nos discos a frase que consta ainda hoje dos CDs: "É proibida a reprodução, locação, execução pública e radiodifusão deste disco." A partir do instante em que a veiculação passou a ser remunerada com o surgimento das sociedades arrecadadoras de direitos autorais, não havia porque proibir a reprodução das obras. Portanto, em vias de ser "rescindido" o negócio jurídico, é hora de o ECAD usar do direito de barrar as execuções proibidas. Bom que a frase, aparentemente anacrônica, permaneceu. Tomara que a nossa ABRAMUS entre em campo. Nossa luta é justa. Gravar, compor, exige tempo, trabalho e investimento de alto risco.         



Escrito por Jerônimo Jardim às 17h28
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DO MAL AO PIOR

A Clair me fez rir com essa. Eu disse a ela que, se ficasse com sequelas, ou seja, permanentemente com as limitações que tenho agora, eu não mais me privaria dos prazeres que hoje me são negados, como fumar e beber álcool. Ela disse, indignada: "Como se não bastasse cuidar de um velhinho vou ter que cuidar de um velhinho borracho?!" 



Escrito por Jerônimo Jardim às 10h30
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