Jerônimo Jardim


CD Singular e Plúrimo

INSTRUÇÕES PARA COMPRA ANTECIPADA

1) Clique no link a seguir para abrir o formulário de encomenda:

http://goo.gl/forms/KkOtjbhQ50

2) Dados para depósito:
Banco 104 (CEF) 
Agência 4017
Conta 270 - 6 (DV)
OP 001 (apenas para depósito na CEF)

---- Para transferência entre bancos ----
Nome: Jerônimo Osório Moreira Jardim
CPF: 007.423.500-10

Valor unitário do CD: R$ 50,00

3) Enviar cópia do comprovante do pagamento para singulareplurimo@gmail.com

ENTREGA DOS CDs

Em zona urbana de POA: Em mãos. 
Em outras localidades em território nacional: por nossa conta via Correios. 
No exterior: a combinar.

A entrega ocorrerá logo após a chegada do disco da fábrica e a conferência do depósito.



Escrito por Jerônimo Jardim às 20h20
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Pequeno conto que escrevi na data de nascimento de PEDRO JARDIM, em 27.5.13. A MORTE DO ÚLTIMO CAUDILHO Deus era seu amigo por não querê-lo adversário. Diante dele, tremiam os machos, homens, animais ou plantas; as fêmeas se arrepiavam, casadas, solteiras, viúvas, as ricas e as pobres chinas, na tenra idade à velhice. Não temia tiroteio, água, vento, fogo ou sina; se alguém lhe ouviu um ai, foi ...na morte de sua mãe, de seus mais fieis amigos, ou ao matar inimigo que respeitava na morte como no tempo de vida. Os arranhões de adaga, mal lhe davam uma coceira; curava com água de poço, benzedura em poucas vezes. Padre passava ao largo, ofegante, em tremelicos. Do alto de sua fama de invencível guerreira, a morte findou sua saga do modo que não queria: num leito de hospital, sem um gemido ou suspiro, depois de sangrar o mercúrio de um termômetro atrevido. Mui pouco restou do mito, uma ou outra curta história de valentia ou loucura. Se hoje alguém diz seu nome nalgum fogão de inverno, a labareda estremece, a coruja pia baixo e o fogo fica gelado. (Jerônimo Jardim).AMIGOS, ESTOU MAIS PRESENTE NO FACE COM MEUS TEXTOS. EXTRAÍ

Escrito por Jerônimo Jardim às 07h29
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


BLOQUEIO DO FACEBOOK

VOLTO A ESCREVER NO BLOG. O FACE INVIABILIZOU MINHAS POSTAGENS. QUEM QUISER CONTATAR DIRETAMENTE COMIGO INFORMO O ENDEREÇO VIRTUAL. www.jardim.jeronimo@gmail.com. OBRIGADO.

 



Escrito por Jerônimo Jardim às 11h49
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


O QUE ME CONFORMA

 

A velhice não vem sozinha. Vem com seu séquito de dores, sequelas, sofrimentos, tratamentos. Mas sei que fui feliz. Meus amigos que já morreram também foram felizes. Lembro do quanto rimos juntos, do quanto nos divertimos. Não me arrependo do que fiz ou deixei de fazer. É preciso, no final, pagar o pedágio dos excessos cometidos, dos quais também não me arrependo. Faria tudo de novo. Foi bom demais. Na condição de sobrevivente, vivo conformado com a vida que me resta viver. Viva a vida!

  



Escrito por Jerônimo Jardim às 11h47
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


VIDA E MORTE
Já sofri a perda de familiares e amigos queridos. Já quase perdi a mim mesmo. Na última opção estaria livre de novos sentimentos de perda. Estaria livre dos percalços, das desilusões, das dores e tristezas que viver mais tempo do que aqueles com quem não mais poderei breincar, trabalhar, construir relações, rir e chorar. É o preço que o fato de estar vivo cobra. Meu principal ofício, hoje, depois de vencer os ritos de passagem dos lutos, é o de aprender a cada novo dia um capítulo da arte de viver com a ausência dos entes amados e perdidos. É preciso coragem para suportar as ausências permanentes enquanto não me ausento definitivamente de mim. Tento a cada dia encontrar conforto na ideia de que vida e morte fazem parte do mesmo fenômeno, de que a morte é simplesmente o estágio final da própria vida. A qualidade de ente mortal não me poupará pois do desenlace, do instante de sofrer por deixar para trás os amores, os afetos, os momentos comuns de alegria e tristeza. Nada a fazer senão prosseguir. Não extrairei de meu corpo, por iniciativa própria, o bem maior que a natureza proporcionou, a mim e aos familiares e amigos que me deixaram os inestimáveis vazios que cumprem a finalidade de reafirmar as indeléveis marcas do amor.


Escrito por Jerônimo Jardim às 11h02
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


DATA DO NASCIMENTO DE JESUS, SEGUNDO O PAPA

E agora? Não venham me dizer que o Papa, no dizer dos católicos representante terreno de Deus, está caduco. Isso não constaria das expectativas do Chefe. Ele discorda da data do nascimento de Cristo, a que marca as festas de Natal, nos textos sagrados. Diz que foi bem antes. Imaginem se o Pontífice começar a divergir dos dogmas, reconhecer a honestidade de Maria Madalena, reconhecê-la como esposa de Jesus. Será a primeira vez que um Papa sofrerá o drama da excomunhão. Paradoxos contemporâneos!



Escrito por Jerônimo Jardim às 18h56
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


CANAL BRASIL

Quem busca qualidade precisa sintonizar o CANAL BRASIL. É tudo de bom, com filmes nacionais ótimos e shows de MPB.  Ontem, Zé Renato, em plena forma; hoje, Chico Cézar. O IBOPE pode considerar-nos no percentual de audiência. O canal figura entre os nossos preferidos.  



Escrito por Jerônimo Jardim às 21h09
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


NOVO E-MAIL

Meu novo e-mail é jardim.jeronimo@gmail.com



Escrito por Jerônimo Jardim às 11h28
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


JOÃO DE BARRO

Acho que a maioria dos gaúchos sabe que o João de Barro é monogâmico e conhece a história de que o macho sepulta a fêmea viva na casa de barro quando é traído, emparedando-a com o fechamento da porta. Eu acho que é mito. Os humanos imitaram os pássaros para construir os aviões com asas e leme na cauda. Todavia, mesmo que fosse verdadeira a lenda a respeito do João de Barro traído, em atenção a sua condição de ser racional, nesse ponto o homem não pode imitar o animal. Seria um desrespeito ao seu status superior. Ao tomar conhecimento de que uma colega da Clair e o filho foram brutalmente assassinados por um marido ciumento, escrevi a canção cuja letra vai a seguir.

EU DUVIDO

Jerônimo Jardim

UMA PORTA ABERTA PARA A LUZ DO NORTE ENTRAR,

JOÃO E BARRO CUMPRE A SINA DE ARQUITETAR.

SUA NOIVA ESPERA O MOMENTO DE SE ENTREGAR.

JOÃO DE BARRO APRESSA A OBRA PARA SE INSTALAR.

JOÃO DE BARRO, EU DUVIDO QUE SEPULTAS VIVA EM CASA

TUA AMADA QUANDO O AMOR SE VAI.



Escrito por Jerônimo Jardim às 11h26
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


DE VIVA VOZ - THEATRO SÃO PEDRO - PARTICIPAÇÃO DE LUCINHA LINS

AGRADEÇO A ALEGRIA QUE OS LEITORES DESTE BLOG E OS AMIGOS DO FACE me deram ao lotar o Theatro São Pedro no show do dia 17.10.12.

Abaixo, rascunho de letra para uma novíssima canção.

  

SINGULAR E PLÚRIMO

Jerônimo Jardim

 

PROVAR NOVOS VINHOS E PREVER OS SISMOS,

DESMENTIR OS SIGNOS QUE DITAM CAMINHOS.

 

INVENTAR CARINHOS, PROSCREVER DIVINOS,

E CALAR OS SINOS SONSOS, ASSASSINOS.

 

QUE NOS FAZEM TOLOS E REFÉNS PROSTRADOS

DE CRUÉIS CARRASCOS POR SANGUE OU POR SOLDOS.

 

SUFOCAR AS JURAS, JUROS E PERJÚRIOS

QUE NOS BARBARIZAM COM SEUS MAUS AUGÚRIOS.

 

E GOZAR O GOZO, NOSSO LADO LÚDICO,

BRANDO, GENEROSO, SINGULAR E PLÚRIMO. 

 



Escrito por Jerônimo Jardim às 07h21
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


FELICIDADE – A VIDA É BELA
Apesar das incompreensões que experimentei e experimento às vezes na vida, das inúmeras oportunidades em que senti o chão fugir dos pés, das dores e das alegrias, diante das pessoas fantásticas que conheci e convivi, íntima ou proximamente, tão cheias de defeitos e qualidades quanto eu, diferentes como seria de esperar, não tenho a menor dúvida de afirmar que fui e sou muito feliz. Essa única vida é bela e fascinante. Se me fosse oferecido viver tudo de novo de forma idêntica, aceitaria com prazer.



Escrito por Jerônimo Jardim às 10h29
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


A CHÁCARA DO MEU AVÔ

Ficava em Bagé, quase defronte a hidráulica que abastecia a cidade. Na frente da porteira havia um descampado com um pequeno e raso açude à beira de uma cerca de arame farpado. Nos sempre rigorosos invernos a água congelava desafiando-nos a tocá-la. Quando li pela primeira vez o Sítio do Pica-pau Amarelo, associei de imediato à chácara do Vovô Osório. Guardo na lembrança os maravilhosos mistérios dessa chácara. Não havia sabugos e nem bonecas de trapo falantes, mas um quintal que eu achava enorme, com variedade de frutas que me fascinavam. Num extremo havia um mato de eucaliptos com uma casa para as abelhas fazerem suas colmeias e nos fornecerem mel. Lá era um sítio proibido. Raramente ousávamos invadi-lo. No outro extremo, havia um potreiro destinado ao pastar preguiçoso das vacas de leite e da égua moura que puxava a carroça. Zorro, Flecha-Ligeira e mocinhos dos gibis preenchiam nossos dias de folguedos. Atrás da casa havia um poço em que as garrafas de água e suco eram refrescadas, amarradas pelo gargalo, local muito húmido que não costumávamos frequentar. À frente da casa havia uma cerca com uvas de várias cepas e um pátio que era palco de nossos jogos de futebol e de vôlei para os adultos. Meus tios e tias, os que moravam na chácara e os que moravam na cidade, enchiam de alegria os finais de semana com suas brincadeiras quase infantis. Nos jantares, mesa cheia, contavam causos ora engraçados ora tenebrosos que ouvíamos enfeitiçados. Acho que tive uma infância maravilhosa. Naquela chácara até o meu pai se esquecia de reprimir-nos, a mim e meus irmãos, com sua peculiar violência, contagiado pelo espírito amável dos irmãos de minha mãe, pelos quais sempre tive e tenho grande carinho. Esquecíamos o medo que sua simples presença inspirava. Hoje, sobre o local da chácara, há um bairro de arrabalde. Mas ela continua mágica e intocada na minha memória.



Escrito por Jerônimo Jardim às 10h38
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


FELICIDADE – A VIDA É BELA

Apesar das incompreensões que experimentei e experimento às vezes na vida, das inúmeras oportunidades em que senti o chão fugir dos pés, das dores e das alegrias, diante das pessoas fantásticas que conheci e convivi, íntima ou proximamente, tão cheias de defeitos e qualidades quanto eu, diferentes como seria de esperar, não tenho a menor dúvida de afirmar que fui e sou muito feliz. Essa única vida é bela e fascinante. Se me fosse oferecido viver tudo de novo de forma idêntica, aceitaria com prazer.



Escrito por Jerônimo Jardim às 14h12
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


FRAQUEZA

O fraco não é necessariamente o aparentemente fraco. Fraco é o forte que age com fraqueza. Quantos fracos encontram forças para derrubar fortalezas. Não consigo aceitar o ato de desistência de nossa grande atleta Fabiana Murer ante o último salto. A russa não esteve bem, mas manteve a atitude corajosa. Consolou-se com a medalha de bronze. Uma atleta mais fraca, munida de coragem e determinação, subiu ao lugar mais alto do pódio com marca que Fabiana já superou há muito tempo. Podia ser sua vez de ganhar a medalha de ouro para o Brasil, ou sair com honra da competição, glorificada pela combatividade, como os atletas do vôlei. Senti vontade de adentrar naquela pista, pedir-lhe a vara de salto e atropelar o obstáculo com a obsessão de um camicase.



Escrito por Jerônimo Jardim às 08h20
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


CAOS

Nem é preciso recorrer aos filósofos. É evidente. Assim como a natureza, entendida a expressão com a abrangência do universo inteiro, micro e macro cosmos, nós somos o caos em permanente busca de equilíbrio. Os que dizem que a humanidade é o câncer do planeta, que teria brotado espontaneamente ou teria sido criada para degradá-la, têm uma visão muito parcial do todo. Quem a compreende, como eu, sob uma perspectiva holística, não a distingue do meio natural. Somos a espécie animal que chegou ao topo do sistema aqui na Terra, condição que podem ter alcançado outros seres que se tornaram inteligência dominadora em outras galáxias. A inteligência nos deu a condição de extrair do meio ambiente todo o conforto e remédios que até agora conseguimos extrair. Extrairemos muito mais. A inteligência também nos deu o poder de regularmos a gana de progresso. Depois das ações em busca de progresso sem freios, chegamos agora à concepção do “crescimento sustentável”. Por outro lado, o meio não é tão frágil. Se nos tornarmos insuportáveis ele nos eliminará, como nosso corpo e nossa ciência eliminam com antibióticos as bactérias que intentam sobrepujar-nos, desenvolver suas colônias. A aventura do planeta continuará sem nós se for o caso em busca de outra liderança, o que na certa ocorreu milhares de vezes em bilhões de anos. Se o próprio planeta acabar, por ação do animal dominador ou por cataclismos, seguirá o universo sua existência sem sentir falta dos seres pretenciosos alojados e do pequeno grão que hoje minimamente o integra. Por isso não me preocupo e não me martirizo. Tudo o que for será. Luto diariamente para retribuir o bem e perdoar o mal. Recorro ao perdoar da moral bíblica, porque esquecer jamais. Quem me fez mal uma vez não me fará duas. Perdoo por coerência, consciente de que somos parte do caos em busca de equilíbrio, inclusive no universo da mente. Perdoo para quem sabe ser perdoado de minhas imperfeições.       



Escrito por Jerônimo Jardim às 18h07
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Meu perfil


BRASIL, Sul, PORTO ALEGRE, Homem, Portuguese, French



Histórico


Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis